Sexta-feira, Março 6, 2026
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Vale do Paraíba atinge marca alarmante e registra um estupro a cada 10 horas em 2025

O Vale do Paraíba encerrou 2025 com um dado que acende um alerta grave na área da segurança pública e da proteção às mulheres. Levantamento divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) aponta que a região alcançou o maior número de registros de estupro desde o início da série histórica, iniciada em 2001.

Ao todo, foram contabilizados 863 casos de estupro nas 39 cidades que compõem o Vale do Paraíba ao longo do ano. O número não apenas estabelece um novo recorde histórico, como também representa um crescimento de 6,5% em relação a 2024, quando haviam sido registrados 810 casos.

Até então, o maior volume de ocorrências havia sido registrado em 2019, com 842 casos, marca agora superada. Na prática, os dados revelam uma média de um estupro a cada 10 horas na região ao longo de 2025, evidenciando a dimensão do problema.

Entre os municípios, São José dos Campos lidera o ranking regional, com 209 registros entre janeiro e dezembro. Na sequência aparecem Jacareí, com 107 casos, e Caraguatatuba, no Litoral Norte, com 68 ocorrências. Completam a lista das dez cidades com mais registros Taubaté (52), Ubatuba (46), São Sebastião (43), Ilhabela (39), Pindamonhangaba (38), Guaratinguetá (34) e Campos do Jordão (33).

Os números reforçam a necessidade de políticas públicas mais efetivas de prevenção, acolhimento das vítimas e combate à violência sexual, além do fortalecimento da rede de apoio e dos canais de denúncia disponíveis à população.

Em situações de violência ou suspeita, a orientação é buscar ajuda imediatamente. Em casos de risco iminente, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190, e o Samu, pelo 192, para atendimentos urgentes. As denúncias também podem ser feitas em delegacias especializadas no atendimento à mulher ou à criança, bem como em qualquer delegacia de polícia.

Outros canais disponíveis incluem o Disque 100, que recebe denúncias de violações de direitos humanos de forma anônima; os conselhos tutelares, presentes em todos os municípios; profissionais de saúde, que realizam notificação compulsória em casos de suspeita de violência; além do WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, pelo número (61) 99656-5008, e o Ministério Público.

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