Mulher é agredida pelo companheiro, sofre lesão na perna e caso termina em prisão em flagrante em Cruzeiro
Um caso de violência doméstica mobilizou a Guarda Civil Municipal e a Polícia Civil em Cruzeiro após uma mulher procurar ajuda relatando ter sido agredida pelo próprio companheiro dentro da residência do casal, no bairro Vila Maria. A ocorrência resultou na prisão em flagrante do agressor e no encaminhamento da vítima para atendimento médico.
De acordo com o registro policial, a vítima, identificada pelas iniciais L. R. S., relatou que o companheiro L. T. C., usuário de drogas, vinha apresentando comportamento agressivo de forma recorrente, com ameaças e abusos no interior do lar. No dia dos fatos, sem motivo aparente, o homem teria iniciado agressões físicas e passado a quebrar móveis e objetos da residência.
A situação foi percebida inicialmente em uma escola da região, onde a vítima buscou auxílio. O filho adolescente do casal, identificado pelas iniciais L. M. S. C., também estava no local e informou que teria sido agredido, embora não apresentasse lesões aparentes.
Diante do relato, as guardas municipais se deslocaram até o endereço do casal, onde constataram danos materiais no interior do imóvel, incluindo um armário e uma cama de solteiro quebrados.
A vítima foi encaminhada à Santa Casa para atendimento médico. Conforme a ficha de atendimento, L. R. S. apresentava hematoma na perna esquerda, caracterizando lesão corporal de natureza leve, compatível com a agressão narrada. O documento médico foi anexado ao boletim de ocorrência.
O agressor foi localizado no imóvel e conduzido à delegacia, onde negou ter agredido a companheira, mas admitiu que ficou nervoso e danificou objetos da casa. Diante dos elementos reunidos — relatos da vítima, testemunhas, danos materiais e laudo médico — a autoridade policial lavrou o auto de prisão em flagrante.
O caso foi registrado como violência doméstica com base na Lei Maria da Penha, além de lesão corporal, vias de fato e dano. A vítima foi orientada quanto aos seus direitos e solicitou medidas protetivas de urgência, que foram encaminhadas para apreciação judicial.
A Polícia Civil destacou que a situação evidenciava risco à integridade da vítima e dos filhos menores, motivo pelo qual a prisão foi mantida e o caso seguirá sob acompanhamento da Justiça.


