Ato público reforça combate à violência contra a mulher em Volta Redonda
Um ato público em defesa das mulheres e contra a violência de gênero foi realizado na tarde desta terça-feira (27), na Praça Sávio Gama, em Volta Redonda (RJ). A mobilização reuniu representantes do Poder Público, das forças de segurança, da sociedade civil e moradores da cidade, em um protesto marcado por pedidos de justiça, conscientização e políticas públicas mais eficazes.
A iniciativa teve como objetivo chamar a atenção para o aumento dos casos de violência contra a mulher, incluindo agressões, ameaças, feminicídios e tentativas de feminicídio. Um dos episódios que motivaram a manifestação foi a tentativa de feminicídio registrada na noite da última quarta-feira (21), quando uma mulher de 36 anos foi baleada pelo ex-companheiro, na frente dos filhos. O suspeito é um policial militar do 23º Batalhão da PM de São Paulo. O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Volta Redonda.
Durante o ato, familiares da vítima participaram do protesto. A cunhada da mulher baleada relatou indignação e revolta com o crime. “O sentimento é de querer justiça. Minha cunhada tinha medida protetiva e, mesmo assim, foi vítima de uma tentativa de feminicídio”, afirmou.
A vítima foi socorrida por familiares e levada em estado grave ao Hospital São João Batista, onde passou por cirurgia. Segundo a unidade médica, na manhã desta terça-feira (27), o quadro de saúde é estável, com evolução clínica positiva, embora ainda demande cuidados.
Representantes da segurança pública também se manifestaram. A delegada Juliana Montes destacou a importância da denúncia e reforçou os canais disponíveis para vítimas. “Existem diversas formas de pedir ajuda, não apenas indo pessoalmente à delegacia. Sabemos que, muitas vezes, isso pode ser difícil”, explicou.
Dados apresentados durante a mobilização apontam que o Brasil registrou recorde de casos de feminicídio e violência contra a mulher no último ano. Em 2025, cerca de quatro mulheres foram mortas por dia no país, vítimas desse tipo de crime.
As autoridades reforçaram que mulheres em situação de violência podem buscar apoio pelo telefone 180, pelos aplicativos Maria da Penha e Rede Mulher, além do 190, que deve ser acionado em casos de emergência. O ato público encerrou com pedidos de mais proteção, prevenção e ações efetivas para que mulheres possam viver sem medo.

