GRAVE ACIDENTE NA CSN: Trabalhador terceirizado é gravemente ferido na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda
Um funcionário de 45 anos da Companhia Brasileira de Serviços de Infraestrutura (CBSI), empresa terceirizada que presta serviços à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), ficou gravemente ferido após sofrer um acidente de trabalho na noite de quinta-feira (8), dentro das dependências da Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, no Sul Fluminense. O caso gerou apreensão entre trabalhadores da unidade e mobilizou equipes de emergência da própria siderúrgica.
De acordo com informações apuradas junto a veículos de comunicação da região e confirmadas por nota da empresa, o acidente ocorreu no setor de Sinterização da usina, área considerada de alto risco operacional devido à complexidade e ao porte das atividades industriais ali desenvolvidas. Até o momento, a CBSI e a CSN não divulgaram detalhes técnicos sobre como o acidente aconteceu nem as circunstâncias exatas que levaram ao ferimento grave do trabalhador.
Logo após o ocorrido, equipes internas de resgate e socorro da CSN prestaram atendimento emergencial ainda no local. O funcionário foi estabilizado e, em seguida, encaminhado ao Hospital Santa Cecília, em Volta Redonda, referência no atendimento a vítimas de acidentes industriais e de trabalho na região. Na manhã desta sexta-feira (9), a CBSI informou que o colaborador permanecia internado, mas não divulgou boletim médico detalhado nem atualização oficial sobre o quadro clínico.
Em nota, a CBSI afirmou que lamenta o acidente, informou estar prestando todo o suporte necessário ao trabalhador e à família, além de manter contato direto com a equipe médica responsável pelo atendimento. A empresa também declarou que está colaborando com a apuração dos fatos para esclarecer as causas do ocorrido, mas não detalhou as possíveis falhas ou fatores envolvidos.
A Usina Presidente Vargas é uma das maiores e mais importantes plantas industriais da CSN, concentrando operações siderúrgicas de grande porte e alto nível de risco. Por conta disso, a unidade é alvo constante de fiscalização e atenção quanto ao cumprimento das normas de segurança do trabalho. Em anos anteriores, a usina já registrou outros acidentes envolvendo funcionários próprios e terceirizados, alguns deles com consequências graves e até fatais.
Casos como este costumam ser acompanhados por órgãos de fiscalização, como o Ministério Público do Trabalho (MPT), Auditores-Fiscais do Trabalho e entidades sindicais, especialmente quando há indícios de falhas em procedimentos de segurança ou condições inadequadas de trabalho.
Até o início da manhã desta sexta-feira (9), não havia novas informações oficiais sobre o estado de saúde do trabalhador nem sobre eventuais medidas adotadas após o acidente. A expectativa é de que, com o avanço das apurações e a conclusão de laudos técnicos, novas informações sejam divulgadas pelas empresas ou por órgãos competentes.


