FEMINICÍDIO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS: Quem é o ex-namorado acusado de matar Eva Sophia, de 16 anos, a facadas em plena rua
A pergunta que ecoa entre familiares, amigos e moradores da zona sul de São José dos Campos é direta e dolorosa: quem matou Eva Sophia Santos Silva, de apenas 16 anos? A resposta dada pela investigação aponta para Alisson Silas Matos Justiniano, de 25 anos, ex-namorado da adolescente, que teve a prisão preventiva mantida pela Justiça e é tratado como autor do feminicídio que chocou a cidade.
Eva Sophia foi morta a golpes de faca em via pública, no Jardim República, na tarde de quinta-feira (1º). O crime ocorreu em um local movimentado da região sul e causou forte comoção. O Samu foi acionado, mas a jovem não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada ainda no local. A cena mobilizou equipes policiais e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, aumentando a revolta popular.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher, que apura o caso como feminicídio. Segundo informações oficiais, Alisson manteve um relacionamento amoroso com a vítima, embora familiares afirmem que o casal já não estava mais junto. Para a Polícia Civil, a motivação e a dinâmica do crime reforçam o enquadramento na legislação que trata da violência contra a mulher.
Familiares de Eva relatam que o ataque teria sido premeditado. De acordo com esses relatos, Alisson esteve na casa da adolescente pouco antes do crime. Ao saber que Eva iria até a residência de uma tia para comer, ele teria se despedido normalmente dos familiares e, em seguida, ficado aguardando a jovem nas proximidades de um ponto de ônibus. A mãe de Eva chegou a pedir para que a filha esperasse, pois todos iriam juntos, mas a adolescente decidiu sair antes.
No trajeto, câmeras de segurança registraram o momento do ataque. As imagens mostram Eva sendo surpreendida e esfaqueada, sem qualquer chance de defesa. O material já está em posse da Polícia Civil e é considerado peça-chave para o andamento das investigações.
Após o crime, Alisson fugiu do local, mas acabou se apresentando à DDM ainda na noite do mesmo dia. No depoimento inicial, alegou medo de sofrer represálias, conforme consta no boletim de ocorrência. A autoridade policial representou pela prisão preventiva, pedido que foi aceito pela Justiça. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o investigado permanecerá preso durante o andamento do processo. A defesa não foi localizada até a publicação desta reportagem e, caso haja manifestação, o conteúdo será atualizado.
O feminicídio de Eva Sophia expõe mais uma vez a brutalidade da violência contra mulheres e adolescentes e reacende o debate sobre prevenção, proteção e resposta rápida do poder público diante de sinais de risco em relacionamentos marcados por controle e agressividade.


