Segunda-feira, Março 30, 2026
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Faltando poucos dias para o fim do ano, famílias seguem firmes na esperança e clamam por respostas sobre desaparecidos no Vale

Enquanto o calendário se despede de mais um ano e muitas casas se preparam para a virada, há lares no Vale do Paraíba onde o silêncio pesa mais do que qualquer comemoração. Em Cruzeiro, Lavrinhas e Lorena, famílias atravessam os últimos dias do ano com o coração apertado, vivendo entre a dor da ausência e a esperança que se recusa a morrer.

Em Cruzeiro, o quarto vazio e as perguntas sem resposta lembram diariamente o desaparecimento de Bruna Oliveira da Silva, de 25 anos. Ela sumiu na madrugada do dia 21 de setembro, após sair de casa, no condomínio Colinas da Mantiqueira, no bairro Vila dos Comerciários. Desde então, mais de três meses se passaram sem qualquer confirmação sobre seu paradeiro. Datas comemorativas, como o Natal e agora a proximidade do Ano-Novo, escancaram a ausência e tornam a espera ainda mais dolorosa para a família, que segue acreditando que Bruna pode estar viva e esperando para ser encontrada.

Em Lavrinhas, a angústia tem nome e data. Alessandro Barbosa Xavier da Silva, de 26 anos, desapareceu no dia 29 de junho, depois de sair de casa, no bairro Village Campestre, dizendo que iria visitar um amigo. Ele não voltou. O tempo passou, os meses se acumularam e a saudade ganhou contornos de desespero silencioso. À medida que o ano se encerra, a família tenta manter a fé de que uma informação, um detalhe esquecido ou uma denúncia anônima possa finalmente trazer luz ao caso.

Já em Lorena, a dor é mais antiga e igualmente profunda. Tiller George dos Santos Fonseca está desaparecido há mais de um ano, e sua ausência continua sendo sentida todos os dias. A mãe, incansável, transformou a própria dor em luta. Ela mantém campanhas constantes nas redes sociais, pede compartilhamentos, conversa com desconhecidos e repete o apelo como quem se agarra à última esperança: qualquer informação pode ser decisiva. O telefone (12) 98126-9744 segue sendo divulgado como um fio de esperança em meio à incerteza.

Os três casos são acompanhados pela Delegacia de Investigações Gerais de Cruzeiro. Em nota, a DIG informou que as investigações continuam, com oitivas e levantamentos de dados, mas que, até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro de Bruna, Alessandro e Tiller.

Faltando poucos dias para o encerramento do ano, essas famílias não pedem privilégios. Pedem respostas. Pedem empenho. Pedem humanidade. Informações que possam ajudar nas investigações podem ser encaminhadas à DIG de Cruzeiro pelo WhatsApp (12) 3143-7253, com garantia de sigilo.

Entre lágrimas contidas e orações silenciosas, elas seguem acreditando que o próximo ano possa ser diferente. Que o virar do calendário traga mais do que fogos e promessas, e sim notícias capazes de transformar dor em alívio, silêncio em resposta e ausência em reencontro.

Tiller, Alessandro e Bruna

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