Namorado é preso e Polícia Civil investiga se Charlene foi empurrada de varanda em São José dos Campos
A morte de Charlene Vieira, de 45 anos, após cair da varanda de um imóvel em São José dos Campos, passou a ter novos e relevantes desdobramentos com a prisão preventiva do namorado da vítima, Darlan Gonçalves do Nascimento. A decisão foi tomada pela Justiça após pedido da Polícia Civil, com parecer favorável do Ministério Público, diante da complexidade do caso e da necessidade de aprofundar as investigações.
A prisão foi cumprida na tarde do dia 22, quando Darlan foi conduzido pela Polícia Militar à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de São José dos Campos. Ele deve passar por audiência de custódia no dia 23, procedimento que avalia a legalidade da prisão, sem julgamento sobre culpa ou inocência.
Desde o registro da ocorrência, a Polícia Civil trata o caso como morte suspeita. Os investigadores apuram se Charlene caiu acidentalmente ou se foi empurrada da varanda do segundo andar do imóvel localizado na Avenida Marechal Castelo Branco, no bairro Jardim Bela Vista, região central da cidade. A hipótese inicial de suicídio passou a ser questionada após a coleta de novos elementos.
Informações levantadas durante a apuração indicam que houve uma discussão entre o casal momentos antes da queda, fato considerado relevante para o esclarecimento da dinâmica dos acontecimentos. Charlene chegou a ser socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro da Vila Industrial, mas não resistiu aos ferimentos, tendo o óbito comunicado posteriormente à polícia.
Outro ponto analisado no inquérito é um áudio gravado logo após a queda e anexado aos autos. No diálogo, há questionamentos diretos sobre o ocorrido e a negativa do homem, incluindo a frase: “Você viu eu jogando? Eu nunca fiz isso…”. O material será avaliado em conjunto com laudos periciais, depoimentos formais e possíveis imagens de câmeras de segurança da região.
A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São José dos Campos, especializada em casos de violência doméstica e familiar. Até o momento, a Polícia Civil não concluiu oficialmente se houve crime, e as apurações continuam.
A reportagem tenta contato com a defesa de Darlan Gonçalves do Nascimento. O espaço permanece aberto para manifestação.


