Sábado, Março 7, 2026
Cidades

Pagou R$ 4 mil por Pix e ficou sem a moto em Caçapava: moradora cai no golpe do falso vendedor no Facebook

Uma negociação que parecia simples terminou em prejuízo e virou caso de polícia no Vale do Paraíba. Uma moradora de Caçapava registrou boletim de ocorrência por estelionato após pagar R$ 4 mil via Pix por uma motocicleta anunciada no Facebook e não receber o veículo.

De acordo com o registro policial, a vítima se interessou pela moto anunciada na plataforma de compra e venda e iniciou contato com o suposto vendedor, que rapidamente conduziu a conversa para o WhatsApp. Durante a negociação, o homem informou um endereço no município para que a interessada pudesse conferir a motocicleta pessoalmente, o que deu aparência de legitimidade ao negócio.

No local indicado, a vítima foi recebida por uma mulher, que afirmou que o marido chegaria em seguida com a moto. Após visualizar o veículo, a compradora acertou a aquisição e realizou o pagamento combinado, transferindo R$ 4 mil via Pix para a conta indicada pelo suposto vendedor. Logo após a confirmação da transferência, o contato deixou de responder às mensagens e a entrega da motocicleta não aconteceu.

Com a situação já fora de controle, a vítima descobriu que a pessoa que estava com a moto era, na verdade, o proprietário legítimo do veículo. Ele relatou à polícia que um homem, identificado apenas como “Henrique”, havia se oferecido para “ajudar” a intermediar a venda da motocicleta. No entanto, nenhum valor foi repassado ao dono e a negociação nunca foi concluída de forma correta.

Segundo a descrição do boletim de ocorrência, trata-se do chamado golpe do falso intermediário, conhecido popularmente como “Golpe do Facebook”. Nesse tipo de crime, o golpista se apresenta como dono ou intermediador do veículo, conduz toda a negociação à distância, controla a comunicação entre comprador e vendedor e direciona o pagamento para uma conta indicada por ele. Após receber o dinheiro, corta contato com todos os envolvidos.

Na prática, o golpe prejudica duas partes: o comprador, que paga e não recebe o bem, e o proprietário, que não consegue vender o veículo e acaba envolvido na confusão. O boletim aponta ainda que o autor do golpe não aparece presencialmente, utiliza anúncios e fotos para dar credibilidade à fraude e age exclusivamente por aplicativos de mensagens.

A vítima foi orientada quanto ao prazo legal de seis meses para eventual representação criminal. O caso foi registrado como boletim para investigação, e a polícia deve apurar a autoria e o destino do valor transferido.

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