Sábado, Março 7, 2026
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Assassino de Maria de Fátima pega 28 anos após matar, violentar e queimar babá

A Justiça condenou nesta terça-feira (9) Alexandre Ferraz Faustino, de 51 anos, a 28 anos, 2 meses e 24 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato brutal e pelo estupro da babá Maria de Fátima Luiz de Castilho, de 59 anos. O crime, que chocou São José dos Campos pela extrema violência, ocorreu em um matagal no Jardim Santa Luzia.

O julgamento pelo Tribunal do Júri acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público. A vítima foi morta, teve o corpo queimado e apresentava sinais de violência sexual, fato que ampliou ainda mais a comoção na região.

Como tudo aconteceu

Maria de Fátima saiu de casa para trabalhar nas primeiras horas da manhã. Por volta das 5h, moradores ouviram gritos vindos da área de mata próxima ao condomínio onde ela morava e acionaram a Polícia Militar.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram o corpo da trabalhadora parcialmente queimado e com fortes indícios de violência sexual.

A investigação da Delegacia de Homicídios identificou rapidamente Alexandre como suspeito. Ele tinha um mandado de prisão em aberto e foi localizado em julho de 2023, escondido em um apartamento da cidade.

Confissão fria e laudo psiquiátrico

Em interrogatório gravado, Alexandre confessou ter matado Maria de Fátima. Declarou que guardava “rancor” da vítima havia cerca de um ano e que, ao vê-la naquela manhã, teve um “branco” seguido de crise de raiva.
Contou ter dado uma “gravata” na babá, arrastado-a até o matagal e, após ela “apagar de vez”, jogado gasolina no corpo. Depois, afirmou ter deixado a cena do crime simplesmente para “ir trabalhar”, numa demonstração de extrema frieza.

Ele negou o estupro, apesar de a perícia confirmar sinais de violência sexual.

A defesa solicitou exame de insanidade mental, mas o laudo foi categórico: Alexandre possuía plena capacidade de entendimento e autodeterminação no momento do crime.

Julgamento e condenação

No Tribunal do Júri, o Ministério Público sustentou que o crime foi cruel, premeditado e motivado por ódio pessoal. Os jurados acolheram a tese e condenaram Alexandre pelos dois crimes.

O réu permanece preso e não poderá recorrer em liberdade.

Um caso que marcou São José dos Campos pela brutalidade e pela frieza do assassino, que tirou a vida de uma trabalhadora inocente e seguiu a rotina como se nada tivesse acontecido. Justiça foi feita.

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