Corpos de primos baianos são achados concretados em cova rasa após execução brutal em Angra; suspeito leva polícia ao local
A Polícia Civil de Angra dos Reis viveu um dos capítulos mais sombrios do ano ao localizar, em uma área de mata do bairro Lambicada, os corpos concretados de dois primos baianos que haviam desaparecido após chegarem ao município para trabalhar em uma construção naval. Sepultados em covas rasas e cobertos com concreto, os trabalhadores estavam sem dar notícias à família desde o fim de novembro.
O caso ganhou novo rumo neste domingo, quando um homem de 31 anos, apontado como participante direto do duplo homicídio, foi preso. A partir dele, policiais foram conduzidos ao ponto exato onde as vítimas, de 47 e 37 anos, estavam enterradas. O Corpo de Bombeiros prestou apoio na abertura das covas, confirmando a presença de dois corpos masculinos, compatíveis com as características dos desaparecidos.
A investigação teve início dias antes, quando parentes registraram o sumiço dos primos. A Polícia Civil rapidamente identificou que o homem preso era conselheiro de um traficante local, apontado como o autor dos assassinatos. Segundo a apuração, o traficante, conhecido pelo comportamento explosivo e por envolvimento em outros homicídios, teria matado os trabalhadores após um desentendimento relacionado à compra de drogas.
Na tentativa de capturar o autor direto das execuções, equipes da polícia entraram no Lambicada na quinta-feira, mas foram recebidas a tiros por criminosos da região. O traficante conseguiu fugir naquele momento, mas acabou localizado por policiais militares no Morro Santo Antônio, no Centro da cidade. Houve novo confronto e ele foi morto.
Mesmo após a morte do mandante, a investigação avançou. Além do homem preso neste domingo, um terceiro suspeito também participou da ocultação dos corpos e fugiu da cidade. Contra ele há um mandado de prisão temporária de 30 dias.
Durante a abordagem, o suspeito detido confessou todo o passo a passo do crime, revelando que as vítimas foram executadas a tiros, enterradas na mata e posteriormente cobertas com concreto para dificultar a descoberta.
A Polícia Civil já identificou o terceiro envolvido e segue trabalhando para localizá-lo. O caso continua sob investigação na Delegacia de Angra dos Reis.


