Empresário É Preso Na Dutra, Em Lavrinhas, Com Carro De Luxo Clonado e Porção De Maconha
Um empresário de 41 anos foi preso na noite de quarta-feira (3) na via Dutra, em Lavrinhas, após ser flagrado dirigindo um carro de luxo híbrido clonado. Ele também portava uma porção de maconha dentro do veículo. A prisão aconteceu no km 18, após abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) por volta das 22h30.
O caso teve início quando a equipe da PRF recebeu alerta da Central de Comando e Controle sobre a circulação de um possível veículo clonado que havia saído do Rio de Janeiro em direção a São Paulo. Os policiais permaneceram posicionados próximo à base operacional de Lavrinhas até que o automóvel suspeito passou pelo local.
Ao receber ordem de parada, prontamente obedecida, o motorista apresentou os documentos de praxe, mas logo chamou a atenção da equipe com contradições sobre a compra do veículo. Ele afirmou inicialmente tê-lo adquirido há três dias, depois disse ter comprado há cerca de uma semana, sempre em pagamento em dinheiro vivo. O valor declarado também levantou suspeitas: R$ 50 mil por um veículo cujo preço de mercado, segundo ele próprio, seria perto de R$ 180 mil, enquanto a tabela oficial aponta valor superior a R$ 250 mil.
Diante das inconsistências, a equipe aprofundou a vistoria. O veículo, um GWM Haval H6 Premium HEV, ano 2024/2025, de cor cinza e placas do Rio de Janeiro, apresentava indícios de adulteração em seus sinais identificadores. Os policiais utilizaram números originais do motor para checar o banco de dados e identificaram que o carro era, na verdade, produto de roubo na capital fluminense.
O roubo havia sido registrado no dia 15 de novembro, cerca de 15 dias antes da abordagem. A ocorrência aconteceu nas proximidades do aeroporto Santos Dumont, mediante grave ameaça à vítima.
Com a confirmação de que o veículo era roubado e clonado, o carro foi apreendido. Durante revista interna, os policiais encontraram uma porção de aproximadamente 14 gramas de maconha, lacrada e registrada como entorpecente em contexto de uso, conforme a Lei de Drogas.
Na Delegacia Seccional de Cruzeiro, onde o caso foi apresentado, o boletim foi registrado com três naturezas: adulteração de sinal identificador de veículo automotor, localização e apreensão de veículo e ilícito extrapenal de entorpecente, tendo como vítima a saúde pública.
Após ouvir a versão do motorista e o relato dos policiais, a autoridade policial concluiu que havia indícios claros de autoria e materialidade no crime de adulteração. O flagrante foi ratificado, e o empresário passou à condição de indiciado, com prisão em flagrante decretada.
Um inquérito policial foi instaurado para aprofundar as investigações, incluindo análise sobre a origem do veículo, possíveis envolvidos e a negociação feita por valor muito abaixo do mercado.
O celular do empresário foi apreendido para perícia.
O carro, avaliado em mais de R$ 200 mil, permanece retido à disposição da Justiça e será submetido a exame pericial detalhado.
Jornal A Notícia.

