Sábado, Março 7, 2026
Cidades

Operação Juçara desmantela esquema de extração ilegal de palmito em áreas protegidas de SP

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), em ação conjunta com a Polícia Ambiental, Vigilância Sanitária, GAECO e GAEMA, deflagrou na manhã desta terça-feira (25) a Operação Juçara, mirando um grupo criminoso responsável por extrair ilegalmente palmito juçara em áreas de proteção ambiental e comercializar o produto por meio de fábricas clandestinas instaladas em diferentes regiões do estado.

De acordo com a investigação, o palmito era retirado de áreas preservadas no Vale do Paraíba, Vale do Ribeira e outras localidades, sendo transportado ainda “in natura” para galpões clandestinos onde era manipulado e envasado sem qualquer cuidado sanitário. O trabalho irregular colocava em risco a saúde dos consumidores e provocava danos ambientais graves pela exploração da espécie, considerada ameaçada de extinção.

A operação cumpre oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Juquitiba, Itapecerica da Serra e Miracatu. As equipes são formadas por promotores de Justiça, servidores do Ministério Público, policiais ambientais e agentes da Vigilância Sanitária.

Segundo o MPSP, os investigados chegaram a montar empresas que se passavam por distribuidoras para tentar dar aparência de legalidade ao negócio. Na prática, o palmito era processado em locais insalubres, sem obedecer às normas mínimas de higiene exigidas para alimentos destinados ao consumo humano.

A ação foi planejada a partir de denúncias de danos ambientais constantes dentro do Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Santa Virgínia, que abrange áreas de São Luís do Paraitinga e Caraguatatuba. As informações levantadas pelo GAEMA indicaram que o grupo vinha atuando de forma reiterada na extração ilegal da palmeira juçara, espécie nativa da Mata Atlântica.

A lista de materiais apreendidos ainda não havia sido divulgada até a publicação desta reportagem.

A Operação Juçara reforça a integração entre os órgãos de controle ambiental e combate ao crime organizado, que seguem acompanhando o caso e aprofundando as investigações sobre o esquema clandestino de extração e comercialização do palmito.

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