Denúncia abala confraternização em Caçapava: adolescente afirma ter sido estuprada pelo padrasto em chácara
Uma confraternização familiar terminou em denúncia de estupro e investigação policial em Caçapava, depois que uma adolescente de 15 anos procurou a Polícia Civil e acusou o padrasto de tê-la violentado em uma chácara no bairro Residencial Esperança. O caso, registrado na tarde de domingo (23), já está sob apuração da Delegacia de Polícia do município.
Segundo o boletim de ocorrência, a jovem compareceu à delegacia acompanhada da mãe e relatou que participava do encontro quando o homem a chamou para o andar superior da casa. No local, conforme descreveu aos policiais, ela teria sido forçada, sob violência ou grave ameaça, a praticar ato sexual com o suspeito. O documento informa ainda que o acusado teria consumido bebida alcoólica e estaria embriagado durante o episódio.
A mãe da adolescente disse não ter presenciado a situação dentro do imóvel. Ela também contou que a filha já havia relatado episódios semelhantes envolvendo o padrasto, mas que, anteriormente, não deu a devida atenção às denúncias. Após ouvir novamente o relato e perceber a gravidade do que teria ocorrido na chácara, ela acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local e elaborou um boletim de ocorrência complementar.
Ainda conforme o registro policial, no pavimento inferior da residência estava a filha do suspeito, também adolescente, que teria presenciado parte da cena. A testemunha não foi conduzida à delegacia no momento do atendimento e será ouvida em outra ocasião pela Polícia Civil, dentro do inquérito que já foi instaurado.
O suspeito deixou a chácara antes da chegada das equipes policiais e não foi encontrado. A mãe da vítima forneceu à polícia o local onde o homem trabalha, informação que poderá auxiliar nas diligências de busca para sua localização.
O caso foi registrado como estupro consumado. Caberá à Polícia Civil reunir elementos de prova, ouvir testemunhas, requisitar exames e, se necessário, pedir medidas judiciais para avançar na investigação. Até o momento do registro, não havia informação sobre prisão relacionada ao caso.
Por envolver violência sexual contra adolescente, o processo tramita sob sigilo, e a identidade dos envolvidos é preservada.


