Jovem de 23 anos é executado a tiros na Ponte Alta, em Aparecida; câmeras registraram toda a ação
A sexta-feira, 21, terminou com sangue e correria no bairro Ponte Alta, em Aparecida. Pedro, um jovem de 23 anos, subia a Avenida Expedito Macedo ao lado de um amigo quando a morte veio sobre duas rodas. Uma motocicleta preta surgiu em alta velocidade, emparelhou com os dois, e o garupa abriu fogo sem hesitar. Vários disparos, gritos, e o corpo de Pedro caiu no asfalto antes que alguém conseguisse entender o que estava acontecendo. Em segundos, os criminosos desapareceram.
As câmeras de segurança da via captaram toda a emboscada. As imagens já estão nas mãos da Polícia Civil, que tenta identificar a dupla responsável pela execução. O ataque, direto e preciso, levanta a suspeita de que Pedro já era alvo escolhido.
A mãe do jovem contou aos investigadores que o filho vinha sendo ameaçado havia cerca de um ano. Segundo ela, Pedro teria acumulado uma dívida relacionada a drogas, além de já ter se envolvido em confusões e desavenças com ex-namoradas — situações que agora entram no radar da polícia como possíveis motivadoras do crime. As linhas de investigação apontam para vingança, acerto de contas ou disputas pessoais.
O Instituto de Criminalística esteve no local para recolher cápsulas, analisar a cena e registrar os vestígios deixados pelos atiradores. O corpo do jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Guaratinguetá, onde passou por necropsia.
O crime foi registrado como homicídio na Delegacia de Aparecida. Até o momento, não há prisões ou identificação oficial dos suspeitos. A Polícia Civil segue analisando os vídeos, ouvindo testemunhas e cruzando informações para tentar chegar aos autores.
A morte de Pedro deixa o bairro Ponte Alta em alerta. Moradores relatam medo crescente diante da violência, enquanto a polícia promete reforçar o patrulhamento na região e pede que qualquer pessoa com informações faça contato, garantindo sigilo absoluto.
A família, devastada, aguarda que as investigações avancem e que os responsáveis pela execução sejam identificados e presos. O caso escancara, mais uma vez, o clima tenso que assombra Aparecida, onde disputas, ameaças e dívidas podem resultar em tragédias anunciadas.

