Cão Lucky desaparece por dois dias e é encontrado preso no para-choque do próprio carro da família em Pouso Alegre
O mistério do desaparecimento do cão Lucky, de 5 anos, mobilizou uma família e todo o bairro Jardim Redentor, em Pouso Alegre (MG), por dois dias. O que começou como uma busca desesperada terminou em um final inesperado — e feliz: o animal estava preso no para-choque do próprio carro da família, sem conseguir emitir sons ou se soltar.
Segundo o tutor, Allysson William, a terça-feira (18), dia do sumiço, começou como qualquer outra. Pela manhã, ele colocou ração para Lucky antes de sair para trabalhar. A esposa, que estava de folga, ainda brincou com o cachorro antes de ir ao mercado. Horas depois, veio a mensagem que iniciaria a angústia: “Allysson, eu não estou vendo o Lucky aqui. Acho que ele sumiu.”
A família iniciou buscas imediatamente. Lucky era conhecido por se esconder em armários e cantos apertados, então a primeira suspeita foi de que estivesse dentro de casa. Mas nada. Nem um gemido, nenhum sinal.
A checagem das câmeras de segurança trouxe uma pista: Lucky aparecia entrando debaixo do carro. Mesmo assim, após diversas tentativas de olhar por baixo, no motor e na estrutura visível, ninguém encontrou o animal. Lucky não respondeu a nenhum chamado — o que aumentou ainda mais o desespero.
A família espalhou cartazes pelo bairro, pela cidade e até ofereceu recompensa de R$ 700. Lucky era parte da rotina e da infância da filha do casal, que o recebeu quando tinha apenas 3 anos. O sumiço abalou profundamente a menina.
Na quinta-feira (20), já no segundo dia de buscas, Allysson decidiu levar a filha para passear de bicicleta e, depois, tomar um açaí. A menina, ainda emocionada, viu outra pessoa passando com um cachorro semelhante e começou a chamá-lo na esperança de que fosse Lucky.
Foi então que um som quase imperceptível mudou tudo:
um chorinho fraco, triste e insistente, vindo justamente da direção do carro da família.
— “Tomei um susto. Perguntei: ‘Nossa, o que é isso?’ E minha filha disse: ‘Pai, acho que é o Lucky’”, contou Allysson.
E era. Lucky estava preso por dentro do para-choque, completamente encolhido, sem comer ou beber desde o dia do desaparecimento. Assim que foi retirado, urinou no colo da menina — um reflexo do longo período em sofrimento.
— “Minha filha pegou ele para dar um abraço, e ele soltou um pipizão nela. Aí falei: filha, solta ele”, lembra o tutor, aliviado.
Lucky passa bem após hidratação e cuidados, e a família comemora o final feliz depois de horas de aflição, cartazes espalhados e buscas incansáveis.
O caso viralizou na região e virou símbolo de como o amor — e o instinto de uma criança — podem salvar vidas.

