Sábado, Março 7, 2026
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Queima Geral: Polícia desmonta “fazenda da maconha” com 1,7 mil pés e prende dez em São Luiz do Paraitinga

Uma cena digna de filme policial foi descoberta pela Polícia Civil em uma área de mata próxima à Praça Doutor Oswaldo Cruz, no Centro de São Luiz do Paraitinga, quando agentes se depararam com uma verdadeira “fazenda da maconha” escondida no meio da zona rural. A operação, realizada na terça-feira (18), terminou com dez pessoas presas e a apreensão de uma gigantesca estrutura destinada ao cultivo da droga.

Segundo o boletim de ocorrência, tudo começou após uma investigação da 1ª Delegacia de São Bernardo do Campo, que monitorava uma caminhonete ligada a um dos alvos. O veículo havia sido visto passando pela região de Lagoinha no dia anterior, o que levantou suspeitas. Com as informações em mãos, as equipes seguiram para a área rural e, após buscas, localizaram um complexo completo para cultivo: estufas, galpões e cerca de 1,7 mil pés de maconha, além de equipamentos de secagem e até uma incubadora.

No interior da plantação, os policiais apreenderam ainda oito celulares, uma antena de internet via satélite e uma espingarda calibre 22 com numeração suprimida. Seis pessoas foram presas dentro das estufas. Outras duas — entre elas o investigado apontado como dono da caminhonete — foram detidas na cidade, quando voltavam ao local com combustível e mantimentos. Entre os presos, estão quatro estrangeiros: dois bolivianos e dois colombianos.

A perícia esteve na área durante toda a ação para coleta de amostras, enquanto a Defesa Civil de Lagoinha auxiliou na destruição da plantação, que foi eliminada com uso de trator e combustível, conforme prevê a legislação antidrogas.

Todos os suspeitos foram levados para a 2ª Dise, em São José dos Campos, onde prestaram depoimento. Alguns permaneceram em silêncio; outros disseram não saber que a plantação era ilegal ou afirmaram ter sido contratados apenas para serviços gerais, como construção e instalação de ar-condicionado.

A Polícia Civil calcula que o prejuízo causado ao grupo ultrapassa R$ 1,5 milhão. Um inquérito policial foi instaurado para investigar a participação de cada envolvido e possíveis ligações com organizações criminosas.

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