Sábado, Março 7, 2026
Capa

PRISÃO PREVENTIVA NA MIRA: delegado pede que motorista da BMW continue preso pelo acidente que matou Matheus

O caso que abalou São José dos Campos ganhou um novo capítulo. O delegado responsável pela investigação da morte de Matheus Helfstein, de 20 anos, vítima de um violento acidente na marginal da Via Dutra, pediu à Justiça que o motorista da BMW envolvido na colisão permaneça atrás das grades, agora em prisão preventiva, sem prazo determinado para terminar.

A solicitação foi feita pelo delegado titular do 1º Distrito Policial, Reinaldo Checa Júnior, na manhã de sexta-feira (14), após a análise aprofundada do inquérito. O motorista da BMW, Heitor Rabelo Stetner, já estava preso desde 22 de outubro, quando a Justiça havia decretado sua prisão temporária por 30 dias. Esse prazo termina na próxima quinta-feira (20), e o investigado segue detido na cadeia pública de Caçapava.

A investigação aponta que Heitor era quem conduzia a BMW que atingiu o Honda Fit onde Matheus estava, durante a madrugada de 28 de setembro. A colisão foi fatal para o jovem. No inquérito, a Polícia Civil descreve uma sequência de eventos que, segundo os investigadores, configuram dolo eventual, tese usada quando o motorista assume o risco de matar ao dirigir de forma extremamente perigosa. O documento relata que o investigado consumiu bebidas alcoólicas em uma casa noturna horas antes do acidente, entre 1h e 4h30, acumulando uma comanda de R$ 2.525 em uísque e champanhe, conforme informações anexadas e relatos de duas testemunhas protegidas que estavam com ele.

Além do consumo de álcool, a polícia produziu uma cronologia detalhada da condução da BMW. Em um trecho de 5.350 metros, o veículo percorreu a distância em 2 minutos e 40 segundos, atingindo uma média de 118 km/h. Mais próximo do ponto da batida, os investigadores isolaram um trecho de 740 metros percorrido em cerca de 16 segundos, o que corresponde a 166,5 km/h. Para a autoridade policial, essa velocidade — ou algo muito próximo disso — seria a registrada no momento do impacto que matou Matheus.

Em sua representação encaminhada ao Judiciário, o delegado sustenta que há “indícios robustos” de homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, e que a manutenção da prisão é necessária para evitar que o investigado “articule versões, destrua provas ou fuja”, caso fosse colocado em liberdade.

A defesa do motorista foi procurada pela reportagem. O advogado Cristiano Joukhadar afirmou que, por enquanto, não há posicionamento sobre o novo pedido de prisão preventiva.

Montagem O Vale

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

error: Content is protected !!