Sábado, Março 7, 2026
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Execução no Jardim Ismênia: vizinho que matou aposentado com nove tiros vira réu por homicídio qualificado em São José dos Campos

A Justiça de São José dos Campos decidiu levar a julgamento, perante o Tribunal do Júri, o homem acusado de executar o aposentado Francisco Rodolfo Gomes Oricil, de 59 anos, com nove disparos, em plena luz do dia, no bairro Jardim Ismênia. O acusado, William Vilar Garcia, de 47 anos, responde agora como réu por homicídio qualificado, podendo enfrentar mais de 30 anos de prisão.

Francisco, aposentado da General Motors, morador antigo da região e pai de três filhos, foi morto em um domingo, na rua Caparaó. O crime, cometido por motivo fútil e sem chance de defesa, abalou profundamente a família e toda a vizinhança.

Segundo a investigação, William e Francisco tinham desavenças antigas por causa de uma rachadura no muro entre as casas. No dia do crime, os dois conversaram de forma aparentemente tranquila. Testemunhas disseram que, ao sair do portão do vizinho, Francisco comentou: “isso não é problema meu não, mas eu vou ver certinho e te aviso”. William respondeu: “então tá certo, Rodolfo”.

No entanto, assim que Francisco se virou para voltar para casa, foi atingido por dois tiros nas costas. Mesmo ferido, conseguiu correr cerca de 30 metros antes de cair. No chão, sem qualquer chance de defesa, levou mais sete disparos, que o atingiram na barriga, pescoço, peito e até no olho.

A dor que trago no coração não tem explicação. Foi traiçoeiro, impiedoso, covarde e desumano. Meu irmão nem teve o direito de se defender”, desabafou a irmã da vítima.

Após os disparos, William fugiu, mas seu trajeto foi acompanhado pelas câmeras do CSI (Centro de Segurança e Inteligência). Ele teria abordado o motorista de uma Saveiro vermelha, obrigando-o a dirigir até um ponto de ônibus no Jardim Satélite. Depois, entrou em um ônibus.

Graças ao monitoramento, a GCM identificou o coletivo e interceptou o veículo. William foi detido sentado entre os passageiros, sem oferecer resistência.

Com ele, os agentes encontraram:

  • uma pistola calibre .380 Tauru͏s
  • 40 munições adicionais
  • roupas e acessórios pessoais
  • além de 41 munições intactas, lacradas para perícia

A Justiça manteve a prisão preventiva do acusado. O Ministério Público o denunciou por homicídio qualificado, e o juiz aceitou a denúncia, tornando-o réu. Ele será julgado pelo Tribunal do Júri, em data a ser definida após o fim dos recursos.

O advogado da família, Luiz Fernando Bernardes, aguarda autorização judicial para atuar como assistente de acusação:

A família espera justiça. Tenho plena confiança de que o réu será condenado por esse crime bárbaro”, afirmou.

A defesa de William não foi localizada pela reportagem. O espaço permanece aberto para sua manifestação.


Foto:
William (à esq.) foi detido após fugir e pegar ônibus; Francisco Rodolfo (à dir.) foi morto a tiros.

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