Arapeí: PM Ambiental estoura “quartel-general” do cativeiro ilegal, resgata pássaros e apreende arma escondida na casa
A Polícia Militar Ambiental desmontou um verdadeiro “quartel-general” de criação clandestina de pássaros silvestres no bairro Barretinho de Baixo, em Arapeí, após uma denúncia que levantou suspeitas sobre a manutenção irregular de aves nativas dentro de uma residência aparentemente comum. A operação, realizada na quarta-feira (5), revelou uma estrutura completa voltada ao cativeiro ilegal — com aves presas em diferentes pontos da propriedade, acessórios de captura e até uma arma de fogo escondida pelos moradores.
Ao chegar ao local, a equipe encontrou coleirinhos e Trinca-ferro verdadeiro mantidos em gaiolas espalhadas pelo terreno: algumas penduradas em árvores, outras distribuídas pela varanda e pela lateral da casa, denunciando uma rotina constante de aprisionamento. Dentro de um dos quartos, os policiais localizaram ainda dois coleirinhos mantidos sem qualquer autorização do órgão ambiental competente. O flagrante se agravou com a apreensão de um alçapão acoplado a uma das gaiolas — equipamento típico de caça ilegal e utilizado para capturar novas aves.
Durante a fiscalização, os policiais foram surpreendidos por outra irregularidade. A proprietária admitiu ter uma espingarda calibre .36 guardada na casa, alegando inicialmente que a arma pertenceria a um tio de seu marido. Minutos depois, o próprio marido chegou ao local e mudou a versão, afirmando que o armamento seria na verdade do avô. Ele entregou aos policiais um cartucho vazio do mesmo calibre, reforçando a suspeita de que o armamento poderia estar sendo mantido clandestinamente.
Diante das circunstâncias, o responsável foi detido e encaminhado ao Distrito Policial de Bananal. A autoridade judiciária arbitrou fiança no valor de R$ 1,6 mil, permitindo que ele respondesse em liberdade. Além do procedimento criminal, a Polícia Ambiental lavrou um auto de infração ambiental no valor de R$ 3 mil pela manutenção ilegal de animais silvestres em cativeiro.
As aves, as gaiolas e o alçapão foram apreendidos e encaminhados ao órgão ambiental competente, que ficará responsável pela destinação adequada e pelos cuidados dos pássaros resgatados. A ação reforça o compromisso das autoridades no combate ao tráfico e ao aprisionamento ilegal de espécies da fauna nativa, práticas que colocam em risco a biodiversidade e seguem sendo denunciadas e combatidas em toda a região.


