Sexta-feira, Março 6, 2026
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Polícia Civil desmantela célula neonazista em São Lourenço: grupo pregava ódio, ameaçava minorias e espalhava ideologia extremista

Uma operação da Polícia Civil em São Lourenço (MG) revelou o funcionamento de uma célula neonazista que atuava de forma organizada para espalhar ideologias extremistas e ameaçar minorias. A ação, realizada na quinta-feira (30), expôs um cenário alarmante de intolerância, ódio e risco de violência iminente na cidade.

Durante o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, os policiais recolheram computadores, celulares e uma grande quantidade de materiais que faziam apologia direta ao nazismo — incluindo bandeiras, livros, símbolos, fotografias e documentos digitais exaltando Adolf Hitler e promovendo ideias racistas, homofóbicas e antissemitas.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos se articulavam em grupos fechados de redes sociais e aplicativos de mensagens, onde compartilhavam conteúdos que incitavam a discriminação e a violência contra minorias, especialmente contra judeus, pessoas negras e homossexuais. As investigações apontam que o grupo também fazia ameaças diretas a moradores da cidade e a integrantes de movimentos sociais.

As autoridades explicaram que a operação foi deflagrada diante da gravidade dos fatos e do potencial risco de ações violentas planejadas. “O objetivo foi neutralizar o risco social, garantir a segurança da população e reunir provas para responsabilizar criminalmente os envolvidos”, informou a corporação por meio de nota.

Os materiais apreendidos serão submetidos à perícia técnica, que analisará o conteúdo e a origem das comunicações trocadas entre os investigados. A Polícia Civil também investiga se há conexão do grupo de São Lourenço com células neonazistas de outras regiões do país, uma vez que o número de casos de apologia ao nazismo tem crescido em Minas Gerais e em outros estados.

Até o momento, não há informações sobre prisões, mas a corporação confirmou que novas diligências estão previstas e que os integrantes identificados poderão responder por crimes de apologia ao nazismo, racismo e incitação ao ódio.

A operação foi considerada um passo importante no combate às ideologias extremistas que ameaçam a democracia, a convivência pacífica e os direitos humanos. Segundo a Polícia Civil, o caso servirá como alerta para outras cidades mineiras, reforçando a necessidade de vigilância e denúncia contra qualquer manifestação de intolerância e discriminação.

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