Sábado, Março 7, 2026
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Terror no Jardim São Leopoldo: bandidos invadem casa, fazem família refém e ameaçam matar criança em São José dos Campos

Uma família do bairro Jardim São Leopoldo, na região sudeste de São José dos Campos, viveu uma madrugada de horror na sexta-feira (17), quando três criminosos armados invadiram a residência, fizeram todos reféns e chegaram a ameaçar matar o filho do casal, um menino de apenas 8 anos.

O trio ficou cerca de 40 minutos dentro da casa, vasculhando cada cômodo em busca de dinheiro e objetos de valor. Durante todo o tempo, o pai, a mãe e a criança foram mantidos sob a mira de armas e amarrados dentro do banheiro.

Segundo relato da mãe, o marido — que é mecânico — estava na garagem, por volta das 23h40, quando os criminosos bateram no portão. Ao se aproximar para atender, um deles apontou uma arma para sua cabeça, enquanto outro subiu no portão e mirou contra o filho. “Perdeu, abre o portão, senão é seu filho”, gritou um dos bandidos.

Sem alternativa, o homem abriu o portão e os três invadiram. Eles usavam moletom com capuz e um deles tinha uma tatuagem no rosto. “Um deles parecia estar bêbado, agitado, apontava a arma o tempo todo. Eu temi pela nossa vida. Apontar uma arma para uma criança é covardia”, desabafou a mãe, ainda abalada.

Dentro da casa, os criminosos anunciaram o assalto dizendo que era “fita dada” — expressão usada para indicar crime encomendado. Eles amarraram a família no quarto e começaram a revirar o local. Estenderam um cobertor no chão e colocaram em cima aparelhos de TV, videogame, celulares, relógios e outros itens.

Também tentaram roubar o carro que estava na garagem, mas não conseguiram ligá-lo por causa do bloqueador. Irritados, fugiram levando dinheiro, cartões e celulares, deixando os moradores trancados no banheiro.

Desesperada, a mãe conseguiu se soltar e pedir socorro pela janela. Uma vizinha ouviu os gritos e chamou o marido, que ajudou a libertar a família. A Polícia Militar foi acionada e fez buscas na região, mas os criminosos não foram localizados.

A Polícia Civil agora investiga o caso e tenta identificar os suspeitos por meio das câmeras do CSI (Centro de Segurança e Inteligência) da cidade. A mulher acredita que os criminosos tinham informações sobre a rotina da família. “Eles desligaram a internet e sabiam onde procurar. Foram de 30 a 40 minutos de puro terror. Estou lutando mais pelo meu filho, porque mexeram com uma criança”, afirmou.

Ela encerrou o relato com um apelo emocionado: “Quero justiça. Que a polícia prenda esses covardes e que esse caso não seja esquecido. Estamos traumatizados, e meu filho ainda tem medo de dormir na própria casa.”

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