Sábado, Março 7, 2026
Plantão Policial

Mulher vive há 12 anos sob ameaças do ex-namorado e teme ser morta em São José dos Campos

O que começou como um relacionamento amoroso transformou-se em doze anos de terror e perseguição. A moradora de São José dos Campos, Laura Izoli, vive sob ameaças constantes do ex-namorado, identificado como Vinícius, desde que decidiu encerrar a relação, em 2012.

Segundo ela, a decisão de se separar veio após perceber o comportamento violento e possessivo do companheiro. Mas o que parecia ser o fim, tornou-se o início de uma longa história de medo. Desde então, Laura tem sido alvo de intimidações, difamações, ataques virtuais e ameaças de morte.

O homem chegou a ser preso em 2020 por tráfico de drogas, em Goiás, mas foi beneficiado com liberdade condicional. Logo após deixar a prisão, retomou o ciclo de ameaças.

“Ele me ligou dizendo que ia me matar, mandou uma foto com uma arma na mão e afirmou que resolveria tudo na bala”, relatou Laura, em entrevista à TV Record, concedida em local neutro por medo de represálias.

Mesmo após registrar diversos boletins de ocorrência por violência doméstica e ameaça, Laura conta que o agressor segue solto e atuando nas sombras.

“Tenho medo de morrer. Vivo acuada, assim como meus pais e minha filha. É um tormento que não acaba”, desabafou.

Além das ameaças diretas, o ex-namorado teria criado perfis falsos nas redes sociais para difamá-la e divulgar fotos íntimas. Ele marcava amigos e familiares de Laura nas publicações ofensivas, gerando constrangimento e isolamento.

O atual marido da vítima também passou a ser alvo do criminoso. Ele relatou que foi sequestrado por seis homens que diziam agir a mando de Vinícius.

“Entraram na loja dizendo que eram traficantes e me colocaram num carro. Fizeram ameaças por toda a cidade”, afirmou.

Atualmente, Vinícius é considerado foragido da Justiça. De acordo com o casal, ele muda constantemente de endereço e de telefone, o que tem dificultado sua localização.

Laura afirma ter encontrado outras mulheres vítimas do mesmo agressor, com relatos semelhantes de violência, golpes e perseguições em diferentes cidades do Vale do Paraíba.

“São quase 12 anos vivendo com medo. Eu só quero que ele seja preso e que nenhuma outra mulher passe por isso”, concluiu, com a voz embargada.

O caso segue sob investigação, e as autoridades reforçam que mulheres em situação de violência podem buscar ajuda pelo telefone 180, que funciona 24 horas e garante atendimento gratuito e sigiloso.

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