Pizza da Morte? Filho contesta versão policial e revela detalhes chocantes sobre a morte da mãe em São José dos Campos
A Polícia Civil de São José dos Campos investiga a misteriosa morte de Adriana Silva do Prado Magalhães, de 51 anos, que faleceu após passar mal ao comer uma pizza no último sábado (18). O caso, que vem intrigando familiares e amigos, apresenta divergências entre o relato do filho da vítima e as informações oficiais divulgadas pela polícia.
Segundo o filho, de 22 anos, tudo começou na quarta-feira (15), quando ele, a mãe e uma amiga da família pediram uma pizza em uma antiga pizzaria do bairro — cujo nome ele preferiu não revelar. Era a primeira vez que faziam pedido no local. “Naquela noite jantamos normalmente”, contou o jovem.
No dia seguinte, Adriana começou a se sentir mal, apresentando indisposição. Na sexta-feira (17), o quadro se agravou e ela precisou ser levada ao hospital. Ainda conforme o filho, somente a mãe passou mal — ele e a amiga que também comeu a pizza não tiveram qualquer sintoma, o que contradiz parte do que foi inicialmente divulgado.
Após ser atendida, Adriana recebeu alta. Porém, enquanto o filho buscava uma blusa para ela em casa, sofreu um acidente de moto e também precisou de atendimento médico. Na manhã de sábado (18), o quadro de Adriana piorou drasticamente. Um sobrinho da vítima a levou novamente ao hospital, mas ao ver o estado grave da tia, acabou passando mal e também recebeu atendimento.
Adriana não resistiu e morreu durante o atendimento no Hospital de Clínicas Sul, no bairro Parque Industrial.
A amiga da família — moradora de Caraguatatuba e que jantou com Adriana — deverá ser ouvida nos próximos dias. O delegado Alexandre Bologna, responsável pela investigação, afirmou que a polícia busca compreender a relação entre ela e a vítima e se há alguma ligação direta com o alimento consumido.
O caso está sob investigação do 3º Distrito Policial de São José dos Campos, que aguarda os laudos necroscópico e toxicológico do IML para determinar a causa exata da morte.
Divergências e suspeitas
O boletim de ocorrência foi registrado após o acionamento do botão de pânico hospitalar pela Guarda Civil Municipal, no sábado (18). Segundo o registro, o médico de plantão relatou que Adriana e o filho deram entrada com sintomas compatíveis com intoxicação alimentar.
Familiares informaram aos guardas que uma mulher identificada como Gilmara estaria hospedada na casa da vítima, na Rua Joaquim de Paula, no Jardim Morumbi. O papel dessa mulher na história ainda é um mistério e está sendo apurado pela polícia.
No domingo (19), a Secretaria de Segurança Pública informou que, na verdade, quem teria passado mal não foi o filho, mas o sobrinho — mais um ponto de contradição no caso.
A morte de Adriana causou grande comoção entre familiares e amigos. O corpo foi sepultado no Cemitério Municipal Colônia Paraíso, no domingo (19).
O delegado Bologna reafirmou que todas as hipóteses seguem em aberto, incluindo a de envenenamento intencional, mas destacou que apenas os exames laboratoriais poderão confirmar se havia substâncias tóxicas no organismo da vítima.


