Sábado, Março 7, 2026
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Adeus, Dunga! Campos do Jordão chora a partida de um homem bom que morreu em acidente com trator

Campos do Jordão amanheceu de luto. O coração da montanha ficou mais silencioso, mais frio, mais triste. Luiz Eduardo, o querido “Dunga”, partiu de forma trágica, deixando um vazio impossível de preencher. O empresário, símbolo de trabalho, humildade e alegria, morreu na noite de quinta-feira (16) após um acidente com um trator na estrada de Campos Novos, em Cunha. Ele tinha apenas 49 anos.

O acidente aconteceu por volta das 17h15. Dunga conduzia o trator quando o veículo capotou, provocando ferimentos graves. Populares correram para socorrê-lo, levaram-no às pressas à Santa Casa de Cunha, mas, apesar dos esforços, ele não resistiu. A morte foi confirmada por volta das 20h.

A notícia se espalhou rapidamente e mergulhou a cidade em dor. Dunga era mais do que um empresário — era um amigo de todos, um homem simples que transformou sua dedicação em uma história de sucesso. Proprietário de um dos mais tradicionais comércios de salgados para festas da região, ele sustentou com mãos firmes e coração generoso um negócio que há 26 anos adoçava e temperava momentos felizes da comunidade.

Nas redes sociais, a comoção foi imensa. A filha de Dunga, Nathalia, escreveu uma mensagem que tocou profundamente quem o conhecia:

“Meu pai estava pilotando um trator e capotou. Parecia tudo bem; ele estava falando com a minha mãe, mas sentindo muita dor no peito. Foi encaminhado para Cunha e, lá, entubado, ele faleceu, pois seu pulmão foi perfurado. Estamos inconsoláveis, pois quem o conhece sabe a pessoa incrível que ele foi. Tem uma história linda, um casamento de 28 anos, 6 filhos e 26 anos de história com os salgados. A melhor pessoa que eu conheço. Ele está com Deus. Eu te amo, papai querido, meu melhor amigo.”

Palavras que ecoam o amor e a admiração de uma filha por seu herói.

Dunga deixa esposa, filhos, netos e uma legião de amigos — mas também deixa um legado de alegria, honestidade e fé. Sua risada contagiante, sua presença nas feiras, nas festas, nas esquinas da cidade, serão lembradas com carinho por todos que tiveram o privilégio de cruzar seu caminho.

O velório e o sepultamento acontecem em Campos do Jordão, onde certamente o último adeus será marcado por lágrimas, aplausos e orações. A cidade se despede não apenas de um comerciante, mas de um símbolo da boa gente jordanense — alguém que viveu para servir, amar e sorrir.

Vai em paz, Dunga. O Vale chora tua partida, mas agradece tua vida.

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