Mortes de motociclistas disparam no Vale do Paraíba: um óbito a cada dois dias em 2025
O trânsito do Vale do Paraíba segue ceifando vidas em ritmo alarmante. Dados da série histórica do Infosiga-SP (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) mostram que, em média, a cada dois dias um motociclista morre em acidente na região.
Entre janeiro e setembro de 2025, 128 motociclistas perderam a vida nas estradas e ruas do Vale — o equivalente a 43% do total de óbitos em acidentes no período (301 mortes). Em seguida, aparecem os automóveis, com 73 vítimas (24%), os pedestres, com 40 mortes (13%), e os ciclistas, com 36 (12%).
Desde o início da série histórica, em 2015, as motocicletas já foram responsáveis por 1.465 mortes no Vale, média de um óbito a cada três dias, representando 38% das 3.921 mortes no trânsito regional. Nenhum outro tipo de veículo se aproxima desses números: pedestres somam 22% (856 mortes) e automóveis 21% (830).
O ano de 2025 já registra o maior número de mortes no trânsito dos últimos nove anos. De janeiro a setembro, foram 301 vítimas fatais, número que só perde para 2016, quando 303 pessoas morreram em acidentes. Na comparação com o mesmo período de 2024, que contabilizou 282 mortes, o aumento é de 6,74%.
Depois de um início de ano mais contido, o número de mortes voltou a crescer a partir de abril — que teve 24 óbitos — e disparou em maio, com 37 registros, mantendo o patamar elevado nos meses seguintes: 34 mortes em agosto e outras 34 em setembro.
O levantamento aponta ainda que o segundo semestre costuma ser mais violento no trânsito do que o primeiro, registrando, historicamente, 12% a mais de mortes. Em 2025, a tendência se repete: entre julho e setembro, já são 104 vítimas fatais, contra 109 no mesmo período do ano anterior.
Com o primeiro semestre encerrado com 197 mortes, 14% acima das 173 de 2024, a previsão é de que o segundo semestre de 2025 possa superar o recorde histórico de mortalidade nas vias do Vale do Paraíba.
O avanço dos números reacende o debate sobre fiscalização, educação no trânsito e infraestrutura viária, especialmente em trechos urbanos e rodoviários que se tornaram críticos para motociclistas — as principais vítimas da imprudência e da vulnerabilidade no tráfego regional.

