Sábado, Março 7, 2026
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Homem suspeito de matar fiscal de praia e caixa de pet shop em Ubatuba é preso em São José dos Campos

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (14) Libni Danilo Rodrigues, suspeito de assassinar o fiscal de praia Marlon Claro dos Santos e a funcionária de pet shop Camila Muniz dos Santos, em Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo. O homem foi localizado no bairro Jardim Ismênia, na zona leste de São José dos Campos, e estava foragido da Justiça.

Segundo a polícia, Libni foi detido por volta das 16h. Contra ele havia dois mandados de prisão: um temporário, expedido em agosto, pelo homicídio do fiscal, e outro preventivo, desde maio, pelo assassinato da mulher no pet shop. Ele deve permanecer preso por pelo menos 30 dias, até decisão judicial sobre sua situação.

De acordo com as investigações, o suspeito é apontado como autor dos disparos que mataram o fiscal de praia Marlon Claro dos Santos, de 38 anos, na Praia de Itamambuca. O crime foi registrado por câmeras de segurança, que mostraram o atirador chegando ao local de boné, luvas, máscara e com um saco de lixo nas mãos. Nas imagens, Marlon aparece descendo de uma moto antes de ser surpreendido pelos tiros — sete no total, atingindo tórax, abdômen, perna e braço. O criminoso fugiu correndo após o ataque. O fiscal trabalhava para a Sociedade Amigos de Itamambuca (SAI), responsável por ações de segurança e preservação ambiental na região.

Libni também é investigado pela morte de Camila Muniz dos Santos, de 42 anos, assassinada enquanto trabalhava no caixa de um pet shop em Ubatuba. As imagens de segurança do local mostram o autor do crime usando moletom, touca e segurando um guarda-chuva, quando entrou e atirou três vezes, provavelmente com um revólver calibre 38, contra a cabeça da vítima. O Samu foi acionado, mas Camila já estava sem vida. A Polícia Civil aponta o ex-marido da vítima como mandante do crime — ele e outro suspeito já haviam sido presos em abril.

A prisão de Libni foi considerada um avanço importante nas duas investigações, que corriam paralelamente. Ele deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (15), quando o juiz decidirá se a prisão será mantida.

O advogado de defesa afirmou que o cumprimento do mandado foi legal, mas reforçou a inocência de Libni, dizendo que “a defesa reafirma, como sempre fez, que o preso é inocente e que futuramente apresentará as provas que atestam essa inocência”.

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