Sábado, Março 7, 2026
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Quase 150 detentos do Vale do Paraíba não retornam após ‘saidinha temporária’, aponta SAP

Quase 150 presos do Vale do Paraíba e região não voltaram para as unidades prisionais depois do término da chamada ‘saidinha temporária’. O benefício, concedido entre os dias 16 e 22 de setembro, contemplou 3.225 condenados, mas 148 deles não se apresentaram no prazo determinado, segundo dados divulgados pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

A medida é prevista em lei e garante aos detentos em regime semiaberto, que mantêm bom comportamento, até quatro saídas anuais. O objetivo é favorecer a ressocialização e manter os vínculos familiares e sociais, oferecendo aos presos a oportunidade de contato com o mundo fora das muralhas. Apesar disso, a cada edição, os números de evasão levantam debates sobre a eficácia da medida.

Na região, Tremembé concentrou o maior número de beneficiados. Apenas o Presídio Edgard Magalhães Noronha (Pemano) liberou 2.323 internos. Somando todas as unidades da cidade, incluindo P1 e P2 Masculina e P1 e P2 Feminina, o total ultrapassou 2.800 presos contemplados. Foi também em Tremembé que se registrou a maior evasão: 124 presos não retornaram.

Em Potim, entre as penitenciárias P1 e P2, 213 detentos tiveram direito à saída temporária, mas 19 não voltaram. Já em Caraguatatuba, dos 114 beneficiados, cinco descumpriram a determinação judicial e seguem foragidos. Houve ainda liberações pontuais no CDP de São José dos Campos, que registrou apenas um beneficiado, e em outras unidades menores.

O balanço da SAP mostra o alcance da medida e, ao mesmo tempo, reforça a preocupação com a segurança pública. Enquanto a lei prevê a ‘saidinha’ como instrumento de reintegração, os números de não retorno chamam atenção para os riscos envolvidos, especialmente em cidades que concentram grandes presídios, como Tremembé.

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