Sábado, Março 7, 2026
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Polícia Civil esclarece latrocínio de motorista de aplicativo em São José dos Campos

A Polícia Civil anunciou nesta quarta-feira (10) que considera esclarecido o assassinato do motorista de aplicativo Carlos Eduardo de Faria César, de 23 anos, ocorrido em São José dos Campos. O caso foi classificado como latrocínio — roubo seguido de morte — e dois suspeitos apontados como autores do crime estão presos: Clayton Luiz Moreira Junior e Jonathan Eduardo Sousa Goulart.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Diego Pinto Amaral, os trabalhos agora se concentram na conclusão das perícias e na organização do inquérito para que o Ministério Público possa apresentar a denúncia. “Os dois autores do crime de latrocínio consumado foram identificados e estão presos. O que falta é nossa investigação ser concluída com as perícias requisitadas e a junção de tudo o que foi apurado para que o Ministério Público tenha elementos para a denúncia, e depois eles sejam condenados e responsabilizados de forma definitiva”, destacou.

Apesar do avanço, a arma utilizada no crime ainda não foi encontrada. De acordo com o delegado, os suspeitos jogaram a responsabilidade um para o outro. “Um disse que era do outro. Os dois estão presos e a pistola não foi localizada. Temos os celulares apreendidos e, a partir deles, podemos identificar de quem seria essa arma. Se houver certeza, serão feitas diligências para apreensão”, explicou.

Prisões e antecedentes

O primeiro a ser preso foi Clayton Luiz Moreira Junior, detido no domingo (7) em uma adega no bairro Bosque dos Eucaliptos. Em relato informal registrado no boletim de ocorrência, ele admitiu que, junto com o comparsa, matou Carlos Eduardo porque temia ser identificado, já que a vítima sabia onde eles moravam. O suspeito contou que mandou o motorista se ajoelhar e efetuou três disparos. Apesar da confissão, optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório formal.

Jonathan Eduardo Sousa Goulart, de 23 anos, foi preso na tarde de terça-feira (9), após se apresentar à polícia. Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela Justiça. Além disso, o suspeito já era considerado foragido desde julho deste ano pelo crime de furto. Após ser ouvido, foi encaminhado para a cadeia de Caçapava.

Defesa

O advogado de Jonathan informou que ainda aguarda mais informações das investigações e dos laudos periciais antes de se pronunciar. A reportagem tenta contato com a defesa de Clayton.

O caso segue em apuração para localização da arma do crime e análise de provas complementares, mas a Polícia Civil já considera o latrocínio esclarecido.

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