Aneel aprova aumento e conta de luz ficará mais cara em 25 cidades da região
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou um novo reajuste tarifário para os clientes da distribuidora Elektro, que atende diversos municípios do Vale do Paraíba e da região bragantina. A decisão passa a valer a partir de 27 de agosto e deve pesar diretamente no orçamento das famílias e comerciantes. Para os consumidores de baixa tensão, que englobam a grande maioria das residências, o aumento será de 11,44%. De acordo com a Aneel, a medida foi justificada por custos relacionados ao transporte da energia, encargos setoriais e pela retirada de componentes financeiros que haviam sido aplicados em anos anteriores como forma de suavizar reajustes.
Na prática, a mudança representa mais um impacto no bolso da população, que já convive com a alta nos preços de itens básicos e agora terá que reservar uma fatia maior da renda para pagar a conta de luz. O reajuste atinge diretamente moradores e empresas de 25 cidades da região: Arapeí, Areias, Atibaia, Bananal, Bom Jesus dos Perdões, Campos do Jordão, Cunha, Igaratá, Ilhabela, Joanópolis, Lagoinha, Lavrinhas, Natividade da Serra, Nazaré Paulista, Paraibuna, Piquete, Piracaia, Queluz, Redenção da Serra, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, São José do Barreiro, São Luiz do Paraitinga, Silveiras e Ubatuba. Para quem já lida com a dificuldade de manter as contas em dia, a notícia chega como mais um motivo de preocupação, especialmente porque o consumo de energia é indispensável no cotidiano.
A Elektro, responsável pelo fornecimento, tem sede em Campinas e atende aproximadamente 3 milhões de unidades consumidoras em 223 municípios do estado de São Paulo, além de cinco cidades no Mato Grosso do Sul. O novo reajuste reforça um debate antigo sobre a necessidade de políticas públicas que garantam maior previsibilidade e equilíbrio nas tarifas de energia elétrica, já que os aumentos sucessivos afetam de forma mais dura justamente as famílias de baixa renda e os pequenos empreendedores, que têm menos margem para lidar com os acréscimos mensais.


