Sexta-feira, Março 6, 2026
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“Esse monstro não pode ficar solto”: pais de Sarah se revoltam após assassino confesso ser solto pela Justiça

Indignação, dor e incredulidade. Esses são os sentimentos que tomam conta da família de Sarah Picolotto dos Santos Grego, de 20 anos, brutalmente assassinada em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. Para os pais da jovem, não há outro nome para o autor do crime: “monstro”. Alessandro Neves Santos Ferreira, de 24 anos, confessou ter matado Sarah, levou a polícia até o local onde enterrou o corpo e mesmo assim foi libertado pela Justiça, em uma decisão que provocou revolta em todo o país.

Sarah desapareceu no dia 9 de agosto e, seis dias depois, seu corpo foi encontrado enterrado em uma área de mata próxima a uma cachoeira no bairro Rio Escuro. Alessandro admitiu ter cometido o homicídio e revelou detalhes do que antecedeu a morte da jovem. Segundo ele, Sarah foi estuprada por cinco homens em uma adega, abuso que teria sido filmado. Depois disso, foi levada para a casa dele, onde uma discussão sob efeito de álcool e drogas terminou em feminicídio. Ele estrangulou a jovem e escondeu o corpo.

O horror do crime foi agravado pela decisão judicial que colocou o assassino confesso em liberdade, contrariando o entendimento da Polícia Civil e do Ministério Público. A juíza entendeu que, por ter colaborado com as investigações e não apresentar risco à ordem pública, ele poderia responder em liberdade. A notícia da soltura caiu como uma bomba para a família de Sarah e para a população brasileira, que se manifestou nas redes sociais com duras críticas ao sistema judicial.

Durante o sepultamento de Sarah, que aconteceu sem velório, no Memorial Parque da Paz, em Jundiaí, o pai da jovem, pastor Leonardo Santos, compartilhou uma foto da filha com a legenda: “Amor para a vida toda. Guardaremos para sempre o amor e as memórias que ela nos deixou”. Em outra publicação, fez um apelo à população: “Vamos compartilhar a cara desse monstro, que confessou o crime bárbaro da minha filha”.

A mãe de Sarah, Tânia Picolotto, também não se calou: “Coitadinho dele, né… Colaborou com a polícia, levou os investigadores até o local onde assassinou, abusou, enforcou e ocultou o corpo da minha filha. Parabéns à juíza do caso. Se fosse a sua filha?”, desabafou.

As redes sociais se transformaram em palco de protesto. “Que lei é essa? O cara confessa que matou a moça e o juiz solta. Amanhã ele mata outra, porque nesse país não tem justiça. Vergonha”, escreveu Neia Rodrigues. “Dá até vergonha de ser brasileira. Se fosse filha de juiz ou deputado, o monstro estaria preso”, disse Sheila Cristina. “Monstro, você vai pagar caro. Justiça seja feita. Esse crime bárbaro não pode ficar impune”, completou Ana Maria Nogueira.

A repercussão foi tamanha que o Ministério Público anunciou que irá recorrer da decisão para tentar restabelecer a prisão do acusado. Enquanto isso, os pais de Sarah seguem imersos na dor da perda, mas com coragem suficiente para transformar o luto em clamor por justiça. “Esse monstro não pode ficar solto. Queremos justiça por Sarah”, reafirmou o pai.

O caso reacende o debate sobre impunidade, violência contra a mulher e a urgência de um Judiciário mais atento às vozes da sociedade. Para a família de Sarah, a luta está apenas começando — e o Brasil inteiro assiste, estarrecido, esperando que a justiça seja feita.

Foto montagem O Vale

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