“Meu eterno Dudu”: mãe se despede de jovem de 18 anos morto em acidente de moto em São José dos Campos
“Meu eterno Dudu.”
Com essas palavras carregadas de dor, Sirlene Duarte se despediu do filho, Eduardo Duarte, de apenas 18 anos, que perdeu a vida na madrugada de quarta-feira (13), em um acidente de moto na zona norte de São José dos Campos.
De coração puro e sorriso constante, Dudu era querido por todos e exemplo como filho, irmão, neto e amigo. Nas redes sociais, dezenas de mensagens prestaram homenagens ao jovem, que trabalhava na Cooper e vivia um momento de felicidade.
“Meu amor, eu não pude te proteger. Eu implorei para Deus trocar de lugar, mas Ele quis você lá, meu eterno Dudu”, escreveu a mãe em uma das postagens.
O acidente e o sonho realizado
Segundo o boletim de ocorrência, Eduardo pilotava sua BMW G 310 GS preta, ano 2019/2020, quando perdeu o controle próximo à rotatória do Parque das Agulhas, na avenida Pico das Agulhas Negras. O impacto contra um poste de iluminação foi fatal. O Samu foi acionado, mas o óbito foi constatado no local. A perícia foi solicitada para apurar as circunstâncias, analisando velocidade, trajetória, iluminação e condições do asfalto. Até o momento, não há indícios de envolvimento de outro veículo.
A moto, que representava a realização de um sonho, havia sido comprada com a ajuda da mãe. “Se eu soubesse que ia levá-lo para morte, eu nunca teria ajudado”, disse Sirlene, emocionada, em vídeo divulgado nas redes sociais.
Ela relembrou que o filho pedia insistentemente seu apoio: “Mãe, eu só tenho a senhora. Me ajuda a realizar meu sonho, senão nunca vou conseguir”. Ao conquistá-la, cuidava como um tesouro — lavava com esmero, usava flanela, pincel e balde para deixá-la impecável. “Primeira coisa que ele fazia era pagar a motinha. Ele protegia os irmãos, me protegia”, contou.
Despedida com gratidão
No vídeo, Sirlene agradeceu as mensagens de apoio recebidas: “Eu venho agradecer a todos que estiveram comigo nesses dois dias de sofrimento e luta”. Ela revelou que o filho, consciente dos riscos, já havia comentado sobre essa possibilidade: “Se eu morrer com a bebê 10, não fica triste. Vou morrer feliz, fazendo o que amo”.
A mãe fez questão de destacar o caráter do jovem: “Ele não era uma pessoa ruim como alguns estão falando. Era um menino de coração bom, alegre, prestativo”.
Em meio ao luto, concluiu com sinceridade: “Eu não sei se vou aguentar ficar aqui, mas agradeço de coração por todas as palavras de conforto”.

