Sexta-feira, Março 6, 2026
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Fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, é preso em operação do MP-SP contra esquema bilionário de corrupção fiscal

O empresário Sidney Oliveira, fundador da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso temporariamente na manhã desta terça-feira durante a Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec). A ação tem como alvo um esquema de corrupção que, segundo as investigações, movimentou valores que ultrapassam R$ 1 bilhão.

De acordo com o MP-SP, a investigação apura a atuação de auditores fiscais tributários do Departamento de Fiscalização da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo que teriam favorecido grandes empresas do setor varejista em processos administrativos, mediante o pagamento de propina. Os benefícios incluíam reduções irregulares de cobranças tributárias e manipulação de autuações fiscais, distorcendo a concorrência e causando prejuízos à arrecadação estadual.

Além de Sidney Oliveira, também foram presos Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal apontado como articulador do esquema, e Mario Otávio Gomes, diretor estatutário da rede de eletroeletrônicos Fast Shop. Segundo as apurações, parte do dinheiro obtido de forma ilícita era movimentado por meio de uma empresa registrada em nome da mãe do auditor.

Sidney foi detido em uma residência localizada no bairro Santa Isabel, na capital paulista. A ação cumpriu, ao todo, três mandados de prisão temporária e diversos mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados, incluindo sedes de empresas. Documentos, computadores e celulares foram apreendidos para aprofundar a investigação.

O MP-SP informou que a Operação Ícaro é resultado de meses de trabalho conjunto com a Polícia Militar e órgãos de inteligência, e que novas diligências devem ocorrer nos próximos dias. Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Ultrafarma e a Fast Shop foram procuradas pela imprensa, mas ainda não se manifestaram sobre as prisões de seus executivos. As defesas dos envolvidos não haviam emitido declarações até o fechamento desta edição.

O inquérito tramita em segredo de Justiça.

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