Sábado, Março 7, 2026
Cidades

Seis dias de terror: mulher sequestrada por ex-companheiro passou por Lorena antes de ser resgatada pelo BAEP em Taubaté

Uma mulher viveu seis dias de verdadeiro terror nas mãos do ex-companheiro, que a manteve em cárcere privado e a levou por diversas cidades do Vale do Paraíba, incluindo Lorena, Taubaté e Aparecida. O crime mobilizou equipes do 3º BAEP (Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar) e teve início na sexta-feira (25), sendo encerrado na quarta-feira (30), com o resgate da vítima em Taubaté.

De acordo com a Polícia Militar, o sequestrador, de 26 anos, manteve um relacionamento com a vítima por menos de um mês. O fim da relação ocorreu após ela descobrir que o homem era usuário de drogas. A partir daí, ele passou a fazer ameaças e, na sexta-feira, abordou a vítima à força, colocando-a dentro de um carro e iniciando o sequestro.

Durante os dias de cativeiro, a mulher foi submetida a agressões físicas, verbais e sexuais. O agressor a levou por diferentes cidades da região em uma tentativa de despistar as autoridades, utilizando motéis e hotéis em Taubaté, Lorena e Aparecida como esconderijos. A movimentação foi acompanhada de perto pelas equipes do 3º BAEP, acionadas pela família da vítima logo após o desaparecimento.

O desfecho da ocorrência se deu na quarta-feira (30), quando policiais localizaram o veículo do criminoso durante patrulhamento em Taubaté. Na tentativa de fuga, o sequestrador colidiu contra a viatura da polícia. A mulher foi resgatada em estado de choque.

Na noite de quinta-feira (31), a vítima apareceu nas redes sociais com hematomas visíveis no rosto e agradeceu pelo resgate. “Gostaria de agradecer primeiro a Deus e, secundariamente, ao @3baep, que me salvaram com vida de um sequestro de seis dias”, declarou.

Em entrevista à Band Vale, ela descreveu os momentos de terror que enfrentou:
“A todo momento ele me batia. Teve uma hora em que ele acertou minha boca e eu me ensanguentei inteira. Eu disse pra ele que não precisava daquilo, tentei ser o mais racional possível. Falei pra voltarmos, que ia ficar tudo bem. Mas ele dizia que não, que ia me matar, porque não teria mais vida depois disso — e que eu também não teria.”

O caso segue sob investigação.

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