Justiça solta dupla que fingiu corrida de aplicativo para roubar idosa em Taubaté, e revolta toma conta da população
Dois homens que protagonizaram uma cena revoltante em Taubaté, ao simular uma corrida por aplicativo para assaltar uma idosa, foram soltos pela Justiça após audiência de custódia. O crime ocorreu no distrito de Quiririm, mas o sentimento de impunidade se espalhou por toda a cidade.
A vítima, uma senhora indefesa que apenas esperava o transporte que havia solicitado, foi surpreendida por um golpe digno de manual do cinismo: o carro para, a idosa confere a placa, confiante de que se trata do veículo correto, mas ao abrir a porta é atacada por um dos criminosos, que salta do banco de trás, arranca sua bolsa e celular e volta tranquilamente para dentro do carro. Tudo isso sob o olhar impassível da câmera de segurança que registrou a frieza da ação.
Horas depois, a dupla foi localizada pela Guarda Civil Municipal no bairro Santa Tereza, graças ao sistema de monitoramento do Centro de Gestão Integrada (CGI). Levada à delegacia, a dupla foi autuada por roubo e mantida sob custódia — até a Justiça intervir com sua costumeira brandura.
Na audiência realizada nesta terça-feira (22), o Judiciário decidiu conceder liberdade provisória aos dois suspeitos. A justificativa? Medidas cautelares como não sair da comarca, não mudar de endereço sem aviso, não beber, não frequentar bares ou casas de jogos e recolhimento domiciliar às 22h, exceto em caso de trabalho. Regras que, convenhamos, raramente passam de recomendações para esse tipo de criminoso.
A pergunta que ecoa nas ruas de Taubaté é: quem protege quem? A idosa, que ficou abalada e lesada, ou os assaltantes que agora voltam às ruas amparados por um sistema judicial cada vez mais distante da realidade?
Enquanto a população exige segurança e justiça, o que se vê é a repetição do ciclo: crime, prisão, soltura. Um roteiro já conhecido, onde o final feliz é sempre para os autores do crime — e jamais para as vítimas.
Foto: Divulgação/ GCM


