Sábado, Março 7, 2026
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Casal de Ilhabela é transferido ao CDP de Caraguatatuba após suspeita de tentar comprar bebê por R$ 500 no Amazonas

Um caso que chocou a população do Litoral Norte paulista ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (17), com a prisão e transferência de um casal de Ilhabela acusado de tentar comprar um recém-nascido por R$ 500 na cidade de Manacapuru, no interior do Amazonas. Weslley Fabiano Lourenço, de 38 anos, e Luiz Armando dos Santos, de 40, foram transferidos à noite para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caraguatatuba, onde passaram a noite sob custódia.

De acordo com o boletim de ocorrência, os suspeitos se apresentaram de forma voluntária à Delegacia de Polícia de Ilhabela por volta das 17h30, já cientes do mandado de prisão expedido pela Justiça amazonense. Segundo a autoridade policial, ambos demonstraram estar plenamente conscientes da gravidade da acusação e manifestaram a intenção de colaborar com as investigações, o que motivou a apresentação espontânea.

A suposta negociação envolvendo a compra de um bebê recém-nascido teria sido descoberta pelas autoridades do Amazonas, que deram início a uma investigação detalhada sobre o caso. Com o avanço das diligências, foi decretada a prisão preventiva dos acusados, com ordem de captura válida em todo o território nacional.

A audiência de custódia do casal está prevista para ocorrer nesta sexta-feira (18), no âmbito da Justiça paulista. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), os horários das audiências são definidos de acordo com a ordem de chegada dos autos, não havendo previsão exata para o comparecimento dos réus diante do juiz.

Após a realização da audiência, a expectativa é que Weslley e Luiz Armando sejam encaminhados a uma unidade prisional do estado de São Paulo que disponha de estrutura adequada para a permanência de presos à disposição da Justiça de outro estado. Posteriormente, caberá à Justiça amazonense providenciar a remoção do casal para o Amazonas, onde o processo tramita oficialmente.

Em nota, a defesa dos acusados afirmou que a apresentação espontânea representa o compromisso dos dois com o andamento legal do caso e a confiança de que conseguirão comprovar a inocência ao longo do processo. O caso segue em sigilo, e detalhes sobre o suposto acordo envolvendo o bebê ainda não foram oficialmente divulgados pelas autoridades do Amazonas.

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