‘Matias, herói de farda e coração’: comoção marca despedida de GCM morto após grave acidente
A morte do agente Matias Fernandes de Freitas Siqueira, de 36 anos, abalou profundamente a Guarda Civil Municipal de São José dos Campos e toda a comunidade da segurança pública da região. Matias lutou bravamente pela vida após um acidente de moto ocorrido em Jacareí, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu neste domingo (6), deixando um legado de coragem, dedicação e amor pela farda que vestia com orgulho.
Em nota comovente publicada nas redes sociais, o Grupo Tático com Moto (GTAM) da GCM prestou sua homenagem ao colega que, segundo eles, foi exemplo de bravura e compromisso com a missão. “É com profundo pesar que o GTAM se solidariza com a família, amigos e colegas do GCM Matias. Sua dedicação e coragem marcaram sua trajetória na Guarda Civil Municipal. Que Deus conforte a todos neste momento de dor”, diz a publicação.
Matias estava internado desde a manhã de 28 de junho, após o acidente que também vitimou o jovem Lucas Barros Lima Silva, de 18 anos, conhecido como Lukinhas, atirador do Tiro de Guerra. Ele faleceu no dia 1º. Ambos seguiam em motocicletas diferentes e colidiram de forma violenta. O impacto foi tão forte quanto a dor que ficou.
Durante os dias de internação, amigos, familiares e colegas de farda mantiveram viva a esperança, mas o destino, implacável, levou mais cedo o guerreiro que tantas vezes arriscou a própria vida para proteger a de outros.
Nas redes sociais, a comoção foi imediata. Centenas de mensagens surgiram, vindas de colegas de profissão, amigos de infância, cidadãos e autoridades. O secretário de Proteção ao Cidadão de São José dos Campos, Rafael Silva, publicou uma imagem de Matias em seu perfil, em uma singela e respeitosa homenagem.
“Descanse em paz, guerreiro”, escreveu Adriano Cruz. João Daniel, visivelmente emocionado, publicou: “Uma perda inestimável. Obrigado por tudo, irmão. De volta pra casa”. Diego resumiu o sentimento de tantos: “Combateu o bom combate, vai com Deus irmão”. Já Rafa tentou encontrar forças: “Difícil de acreditar, forte abraço meu amigo”.
A morte de Matias não silencia sua história. Pelo contrário, ela ecoa em cada viatura que patrulha a cidade, em cada companheiro que chora sua ausência, em cada gesto de solidariedade que ele cultivou ao longo de sua trajetória.
Heróis não morrem. Apenas partem antes, quando o céu precisa mais deles do que a terra. Vá em paz, Matias. Aqui embaixo, seu nome segue vivo na memória de quem reconhece o valor de um verdadeiro guardião da cidade.


