Sábado, Março 7, 2026
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Suspeita de ligação com o PCC é transferida para a Penitenciária Feminina de Tremembé após operação no Rio

Uma mulher de 40 anos, apontada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como peça-chave na engrenagem do crime organizado, foi presa na cidade de Taubaté e transferida para a Penitenciária Feminina II de Tremembé nesta quarta-feira (2). Ela é suspeita de atuar como elo entre o tráfico de armas e drogas que abastece o Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e o alto comando do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo os investigadores, a acusada é ex-companheira de um dos chefes da facção paulista, preso em 2020 no Rio de Janeiro. À época, o homem era considerado um dos principais articuladores da conexão entre o crime organizado brasileiro e fornecedores de armas na fronteira com o Paraguai.

A prisão da mulher faz parte da Operação Bella Ciao, que revelou a existência de um “consórcio” entre integrantes do PCC e do Comando Vermelho (CV), criado para facilitar a entrada de armamento pesado e entorpecentes no país. O grupo, segundo as autoridades, movimentava cifras superiores a R$ 250 milhões, alimentando a violência e a guerra territorial em diversas comunidades do Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com a polícia, a acusada mantinha uma vida discreta no interior de São Paulo, mas continuava operando nos bastidores. Ela era responsável por intermediar contatos entre fornecedores internacionais e criminosos instalados em favelas cariocas, utilizando-se da estrutura das duas facções rivais que, neste caso, atuavam em parceria.

A transferência para a penitenciária de segurança máxima em Tremembé foi determinada por questões de segurança e logística. A unidade é conhecida por abrigar detentas de alta periculosidade e já foi palco de casos de repercussão nacional.

As investigações seguem em curso, e a Polícia Civil do Rio de Janeiro não descarta novas prisões nas próximas semanas. A Operação Bella Ciao continua mapeando a rede de atuação do “consórcio do crime”, que mistura os tentáculos do PCC e do CV, duas das maiores e mais violentas facções do país.

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