Sábado, Março 7, 2026
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Contra-filé na cueca: funcionário vira meme em supermercado de São José

Se o assunto é criatividade no mundo do crime, esse açougueiro de São José dos Campos merece, no mínimo, um troféu de participação. Um jovem de 20 anos, funcionário de um supermercado no bairro Santana, resolveu inovar no transporte de mercadorias e tentou levar pra casa um contra-filé de R$ 146,31 escondido… na cueca! Isso mesmo, leitor, na cueca! O crime aconteceu no estabelecimento da Rua Pedro Rachid e, claro, o plano deu tão errado que virou praticamente meme.

O açougueiro, que talvez estivesse treinando pra ser fraldista de carne, já estava mais visado que carne em dia de churrasco. O setor de monitoramento do mercado tinha pelo menos quatro vídeos anteriores do rapaz aplicando o velho golpe do “filé no fundilho”. Ele entrava na câmara fria, escolhia uma bela peça bovina, dava aquela olhadinha pra ver se ninguém tava por perto e… pimba! Mandava a carne direto pro interior da calça, transformando a própria cueca em sacola ecológica — só que, nesse caso, nada higiênica.

Mas dessa vez o churrasco queimou. Assim que tentou deixar o mercado todo faceiro, com uma cara de quem só tava levando uns pãozinhos, foi interceptado pela segurança. E não adiantou apertar a calça nem tentar andar com passos de garça: ali, entre o cós da cueca e a esperança de não ser pego, estava o contra-filé, inteiro e suando mais que ele no flagrante.

Chamaram a Polícia Militar, que deu aquele famoso ‘check-in’ no local e levou o jovem pra delegacia. Lá, sem sal grosso, sem carvão e sem molho, ele confessou que não era a primeira vez que tentava fazer esse tipo de churrasco ambulante. Disse que passa por necessidades financeiras, vive sozinho e sobrevive com um salário de R$ 2.220. A desculpa até pode comover, mas não colou nem um pouco.

A Polícia Civil, por sua vez, não quis saber de desculpinha ou princípio da insignificância. Afinal, não é todo dia que se pega um açougueiro praticando o tráfico internacional de picanhas… na cueca. O caso foi enquadrado como furto qualificado, com fiança de R$ 1.500 — que, até então, segue mais travada que freezer em promoção de cerveja.

A peça de carne foi recuperada e — espera-se — devidamente higienizada, embora o futuro dela nas prateleiras ainda seja um mistério digno de série documental.

Enquanto isso, o açougueiro segue refletindo, provavelmente sentado, já que, convenhamos, carregar um contra-filé no cós deve ter deixado sequelas. E fica a lição, amigos: se é pra fazer churrasco, que seja na grelha — e não na cueca.

Imagem ilustrativa

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