Homicídio na Vila Juvenal: Jovem mata ex-padrasto e alega legítima defesa
A cidade de Cruzeiro foi palco de um crime brutal que chocou os moradores na madrugada desta quinta-feira. Ramon Benedicto Morais dos Santos Paulino, de 24 anos, foi encontrado morto dentro de um apartamento no condomínio Mata Atlântica, localizado na Rua João Alves de Oliveira, na Vila Juvenal.
De acordo com informações da Polícia Civil, o suspeito do homicídio é A.C.L.J., de 19 anos, que foi preso em flagrante. Segundo os relatos, a corporação foi acionada após uma denúncia anônima que indicava a presença de um corpo no interior do imóvel. Ao chegarem ao local, os policiais visualizaram por uma fresta uma silhueta caída no chão, parcialmente coberta por um tecido.
Após constatar o possível crime, os agentes foram até o supermercado onde A.C.L.J. trabalha e efetuaram a prisão. O jovem confessou o homicídio, alegando ter agido em legítima defesa. Ele relatou que a vítima, que é ex-companheiro de sua mãe, teria ido até sua residência, forçado a entrada e, durante uma discussão, tentou agredi-lo. A.C.L.J. afirmou que, para se defender, desferiu golpes de faca no pescoço de Ramon, imobilizando-o até que ele desfalecesse. Em seguida, amarrou os pés da vítima, colocou um pano no pescoço na tentativa de estancar o sangue e cobriu o corpo com um tecido.
O suspeito contou ainda que tentou limpar os vestígios de sangue no local antes de seguir para o trabalho, como se nada tivesse acontecido.
A Polícia Civil, junto da perícia técnica, compareceu ao local do crime para realização dos procedimentos legais e do levantamento fotográfico. Foram apreendidos um telefone celular e uma calça azul marinho com manchas de sangue, ambos pertencentes ao acusado.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização dos exames necroscópicos, e as investigações seguem para esclarecer todas as circunstâncias do crime. A.C.L.J. foi levado ao Centro de Triagem, onde permanecerá à disposição da Justiça para audiência de custódia.
A Polícia Civil trata o caso como homicídio consumado e segue apurando se, de fato, houve legítima defesa ou se o ato foi premeditado. O crime repercutiu fortemente entre os moradores da região, que se mostram chocados com a brutalidade dos fatos.

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