Sexta-feira, Março 20, 2026
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Mistério cerca morte de atleta após viagem para corrida nas montanhas

O sepultamento do atleta Beibe Kauê, de 28 anos, ocorreu na manhã de terça-feira (17) no cemitério de Visconde de Mauá, distrito de Resende, em meio a um clima de profunda comoção e muitas perguntas ainda sem resposta. Conhecido no cenário das corridas de montanha, o corredor morreu após dias internado em estado grave, vítima de agressões sofridas em circunstâncias que permanecem envoltas em mistério.

Segundo relatos de familiares e pessoas próximas, Beibe havia viajado para Minas Gerais para participar de uma prova de grande exigência física nas montanhas do Caparaó. Ele competiu na prova Insanity Mountain, na modalidade de 80 quilômetros, considerada uma das mais desafiadoras do circuito de corrida de montanha.

De acordo com informações reunidas por pessoas que estavam com o atleta, ele não conseguiu completar o percurso e retornou para a pousada onde estava hospedado com amigos. A partir daquele momento, o que aconteceu passou a gerar dúvidas e versões ainda não esclarecidas.

Na mesma noite, por volta das 20h30, Beibe saiu sozinho de carro dizendo que iria buscar outros integrantes do grupo. No entanto, ele não voltou mais para a pousada e passou a ser considerado desaparecido, causando preocupação entre os amigos que aguardavam seu retorno.

Na manhã seguinte, o carro do atleta foi localizado abandonado em um posto de combustíveis. O veículo estava com as portas abertas e havia sinais de que poderia ter sido alvo de furto, o que levantou ainda mais suspeitas sobre o que teria ocorrido durante a madrugada.

Algumas horas depois, Beibe foi encontrado na cidade de Manhuaçu, apresentando ferimentos graves, principalmente na região da cabeça. Ele foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde, onde permaneceu internado em estado crítico desde o dia 8.

Apesar do trabalho da equipe médica, o atleta não resistiu e morreu na madrugada de domingo (15), encerrando uma semana marcada por angústia, incerteza e expectativa entre familiares e amigos.

Até agora, não há confirmação oficial sobre o que motivou as agressões. A hipótese inicial investigada aponta para um possível assalto, mas outras linhas de investigação também estão sendo analisadas pelas autoridades. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.

Respeitado entre corredores e participantes de provas de aventura, Beibe Kauê acumulava participações em competições realizadas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. A notícia de sua morte provocou grande repercussão na comunidade esportiva.

O atleta deixa a esposa, Josilaine Amaral Francisco, e uma filha de cinco anos. Nas redes sociais, amigos, atletas e moradores da região prestaram homenagens e pedem que o caso seja totalmente esclarecido, enquanto o mistério em torno da morte do corredor continua a intrigar quem acompanhava sua trajetória nas trilhas e montanhas do país.

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