Terça-feira, Março 17, 2026
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Polícia Civil pede prisão de tenente-coronel suspeito pela morte da esposa em São Paulo

A Polícia Civil solicitou à Justiça, nesta terça-feira (17), a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. O pedido ocorre após a conclusão de perícia técnica que aponta o oficial como principal suspeito pela morte da esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada baleada na cabeça no apartamento do casal, no bairro do Brás, região central de São Paulo.

A solicitação foi feita após o avanço das investigações conduzidas pelo 8º Distrito Policial do Brás, que analisaram laudos periciais, depoimentos de testemunhas e registros das primeiras horas após o disparo que atingiu a policial militar. Segundo os investigadores, os elementos reunidos indicam que a dinâmica do caso não é compatível com a versão apresentada pelo oficial, que desde o início sustentava que a esposa teria tirado a própria vida.

Gisele foi encontrada gravemente ferida na manhã de terça-feira (18 de fevereiro), dentro do apartamento onde vivia com o marido. Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da Polícia Militar ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme apontado no atestado de óbito.

Desde o início da investigação, depoimentos colhidos pela polícia e registros das primeiras horas após o tiro passaram a levantar dúvidas sobre a narrativa apresentada pelo tenente-coronel.

Socorristas relataram que encontraram o oficial no corredor do prédio quando chegaram ao local, enquanto a vítima estava caída na sala do apartamento, com grande quantidade de sangue na região da cabeça.

Testemunhas também afirmaram não ter visto manchas de sangue nas mãos ou nas roupas do militar, detalhe que passou a ser analisado pelos investigadores.

Com base nos laudos periciais e nos depoimentos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil decidiu solicitar à Justiça a prisão preventiva do oficial, medida que agora aguarda decisão judicial.

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