Garoto de programa, estupro de pessoa com deficiência intelectual e ritual com sangue: Polícia detalha caso em Piraí (RJ)
Um caso cercado de violência, perversidade e elementos perturbadores foi detalhado pela Polícia Civil nesta sexta-feira (13) e tem causado forte repercussão no município de Piraí, no Sul Fluminense. Um jovem de 23 anos foi preso acusado de estuprar a própria tia, uma mulher de 46 anos com deficiência intelectual, em um crime que teria ocorrido em novembro de 2025 e que só agora teve seus desdobramentos revelados pelas autoridades.
Segundo informações apuradas pela investigação, no momento em que o caso veio à tona a vítima não conseguiu prestar depoimento formal devido às suas limitações cognitivas, o que dificultou a coleta inicial de provas. Na ocasião, o suspeito negou qualquer envolvimento no crime. Diante da gravidade da denúncia e da vulnerabilidade da vítima, a Polícia Civil instaurou um inquérito e iniciou uma investigação minuciosa para esclarecer os fatos.
De acordo com o delegado titular da Delegacia de Piraí, Antônio Furtado, a apuração contou com a realização de exame de corpo de delito e outras diligências periciais. Os laudos confirmaram que a vítima possui deficiência mental e também identificaram marcas físicas compatíveis com violência sexual, reforçando a suspeita de que ela havia sido abusada.
Com o avanço das investigações, os policiais também descobriram que o jovem possui um histórico criminal considerado extenso. Segundo a polícia, ele acumula 24 anotações criminais por diferentes delitos, incluindo estupro, ameaça, lesão corporal, porte de droga para consumo e tráfico de entorpecentes.
Diante das evidências reunidas durante o inquérito, a Justiça expediu um mandado de busca e apreensão para a residência do suspeito. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram maconha guardada dentro de um armário do imóvel. No entanto, o que mais chamou a atenção dos investigadores foi um cenário incomum na sala da casa.
No chão do imóvel havia um pentagrama desenhado com sangue, símbolo frequentemente associado a rituais místicos ou ocultistas. Questionado pelos policiais, o próprio suspeito relatou que costumava cortar o dedo com lâminas para utilizar o sangue na confecção da estrela no chão da sala. Segundo ele, o desenho seria usado em rituais com o objetivo de invocar entidades espirituais.
Durante o interrogatório, o jovem também admitiu que manteve relação sexual com a tia. Em sua declaração à polícia, ele afirmou que não via problema no ato pelo fato de a mulher possuir deficiência intelectual, o que, segundo os investigadores, reforça ainda mais a caracterização do crime de estupro de vulnerável.
Outro ponto que chamou atenção dos policiais foi a revelação feita pelo próprio suspeito de que ele trabalha como garoto de programa. Ele declarou que divulga seus serviços em sites na internet e paga anúncios nessas plataformas para conseguir clientes.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido para a Delegacia de Piraí, onde o caso segue sob investigação da Polícia Civil. Ele foi autuado pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de droga para consumo pessoal.
Por determinação judicial, o jovem foi transferido para a Cadeia Pública de Volta Redonda, onde permanece preso à disposição da Justiça. Ele deverá passar por audiência de custódia, na qual o Judiciário avaliará a legalidade da prisão e a manutenção da detenção.
De acordo com a legislação brasileira, o crime de estupro de vulnerável prevê pena que pode chegar a até 15 anos de prisão em regime fechado, caso haja condenação. As autoridades optaram por não divulgar o nome do suspeito durante a fase inicial do processo.



