Quinta-feira, Março 12, 2026
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Ciúmes, morte e ocultação: acusado de assassinar adolescente de 16 anos enfrenta júri popular nesta quinta-feira em Caraguatatuba

O homem de 26 anos acusado de assassinar e enterrar a própria namorada, uma adolescente de 16 anos, será levado a júri popular nesta quinta-feira (12) em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. O réu, Adilson da Silva de Siqueira Júnior, responde pelo crime desde junho de 2024, quando passou oficialmente à condição de réu após o avanço das investigações.

O caso, que chocou a região, ocorreu em maio de 2024. Pouco tempo após o desaparecimento da jovem Rafaela Ramos da Silva, o acusado foi localizado pela polícia, preso e acabou confessando o assassinato, revelando também que havia enterrado o corpo da vítima.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o crime foi cometido por motivo fútil e com extrema violência. De acordo com a acusação, o réu teria estrangulado a adolescente com as próprias mãos e, em seguida, utilizado um travesseiro para asfixiá-la, impedindo qualquer possibilidade de defesa. A promotoria sustenta ainda que o homicídio foi cometido contra a vítima em razão de sua condição de mulher, configurando feminicídio.

Diante das circunstâncias do crime, o Ministério Público denunciou Adilson por quatro delitos: homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil, asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, ocultação de cadáver, subtração de incapaz e tráfico de drogas.

As investigações apontaram que o crime teria sido motivado por ciúmes. O acusado suspeitava que estava sendo traído pela jovem, o que teria desencadeado o ataque que resultou na morte da adolescente.

Além do homicídio, a promotoria destacou que o corpo da vítima foi enterrado com a intenção de ocultar o crime. Durante a prisão do acusado, os policiais também encontraram drogas em sua posse, o que motivou a inclusão da acusação de tráfico. Outro ponto levantado pela investigação é que o homem teria levado Rafaela para morar com ele sem o consentimento dos pais da adolescente, caracterizando o crime de subtração de incapaz.

“O acusado, sem o consentimento dos pais da vítima menor, fugiu com Rafaela Ramos da Silva, então com 16 anos de idade, passando a residir com ela”, descreve trecho da denúncia apresentada pelo Ministério Público.

A promotoria também ressaltou o histórico criminal do réu. Adilson já possuía condenação por roubo e, na época em que o crime ocorreu, cumpria pena em regime aberto.

“O acusado é pessoa notoriamente conhecida nos meios policiais em razão da prática de crimes de roubo”, aponta o documento.

O corpo de Rafaela Ramos da Silva foi encontrado enterrado no quintal de um sítio na noite do dia 15 de maio de 2024, no município de Caraguatatuba. A jovem, que era estudante, estava desaparecida havia pelo menos três dias quando a polícia chegou até o local.

A prisão de Adilson da Silva de Siqueira Júnior ocorreu por volta das 20h30 daquele mesmo dia, na estrada Abra de Dentro, no bairro Pegorelli. Durante a abordagem, ele confessou aos policiais que matou a adolescente após acreditar que estava sendo traído.

Agora, o caso será analisado pelo Tribunal do Júri, onde os jurados decidirão se o acusado é culpado ou inocente pelos crimes que lhe são imputados. O julgamento promete trazer novamente à tona um dos crimes que mais repercutiram na região do Litoral Norte paulista.

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