Quarta-feira, Março 11, 2026
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Pai que matou bebê de 7 meses, enterrou o corpo e tentou enganar a polícia com falso sequestro é condenado a mais de 21 anos de prisão

A Justiça condenou o pai da bebê de apenas sete meses assassinada em São José do Barreiro, em um dos crimes que mais chocaram o Vale Histórico paulista. Após julgamento, o acusado recebeu pena de 21 anos e 1 mês de prisão em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. A sentença foi proferida na terça-feira, 10 de março, na Comarca de Bananal.

O caso provocou profunda comoção na região pela brutalidade dos fatos e pela tentativa de enganar as autoridades. Depois de matar a própria filha, o homem enterrou o corpo no quintal da residência da família e, no dia seguinte, procurou a polícia para registrar uma falsa denúncia de sequestro.

Durante a investigação e ao longo do processo judicial, ficou comprovado que a história apresentada inicialmente não passava de uma tentativa de despistar os investigadores. A sentença reconheceu agravantes como motivo fútil, emprego de meio cruel e o fato de a vítima ser menor de 14 anos, fatores que contribuíram para o aumento da pena.

A condenação faz a população da região relembrar um crime que provocou indignação generalizada e marcou profundamente a memória da pequena cidade do Vale Histórico.

Relembre o caso

Na época dos fatos, o pai e a mãe da criança compareceram à Delegacia de Polícia de São José do Barreiro relatando que a bebê teria sido sequestrada. Segundo a versão apresentada inicialmente pelo casal, eles caminhavam por uma estrada de terra na zona rural quando dois homens teriam se aproximado em um carro e anunciado um assalto.

Ainda de acordo com o relato, como eles não possuíam dinheiro ou objetos de valor, os supostos criminosos teriam decidido levar a bebê.

A história, porém, começou a levantar suspeitas entre os policiais civis. Durante os depoimentos, os investigadores perceberam contradições e inconsistências no relato do casal. A partir das perguntas feitas pelos policiais, a versão apresentada passou a desmoronar.

Diante das inconsistências, os dois acabaram confessando que o sequestro nunca aconteceu.

Após a revelação, os policiais foram até a residência onde o casal morava, localizada na estrada rural da Fazenda Capoeirinha, onde encontraram o corpo da bebê enterrado no quintal do imóvel.

Em depoimento, a mãe da criança relatou que estava tomando banho na noite do crime quando ouviu barulho no quarto. Segundo ela, ao sair do banheiro viu o companheiro arremessar a bebê contra um colchão. Em seguida, teria encontrado a cabeceira de madeira da cama sobre a cabeça da criança e percebeu que a filha já estava morta.

Ainda segundo o depoimento, foi o próprio pai quem sugeriu esconder o ocorrido. O casal saiu da casa, escolheu um ponto do terreno e cavou um buraco para enterrar o corpo da bebê.

Após ocultar o cadáver, os dois retornaram para dentro da residência e passaram a noite normalmente. Na manhã seguinte, foram até a delegacia para registrar a falsa história de sequestro, numa tentativa de despistar as autoridades.

A jovem também relatou à polícia que não procurou ajuda médica nem denunciou imediatamente o ocorrido porque teria sido ameaçada pelo companheiro.

A investigação conduzida pela Polícia Civil conseguiu desmontar a versão apresentada inicialmente, reconstruir os fatos e reunir provas que levaram à responsabilização criminal do pai da criança, agora condenado pela Justiça.

Caso a defesa queira se manifestar, o espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.

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