Segunda-feira, Março 9, 2026
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Crime brutal que chocou Taubaté: homem que matou e enterrou ex-namorada vai a júri popular

O homem acusado de assassinar e enterrar a própria ex-namorada em uma área rural de Taubaté será julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (10). O julgamento está marcado para começar às 9h10, no Fórum Criminal da cidade, e deve reunir testemunhas, familiares da vítima e representantes do Ministério Público para esclarecer os detalhes de um crime que chocou a região.

Durante a sessão, estão previstas as oitivas de cinco testemunhas, além do interrogatório do réu, que responde pela morte de Mariana da Costa Nascimento. O caso ganhou grande repercussão na época em que veio à tona, pela brutalidade do crime e pelas circunstâncias envolvendo perseguição e violência após o término do relacionamento.

Mariana havia solicitado uma medida protetiva contra o ex-companheiro, relatando que ele não aceitava o fim do relacionamento e vinha a perseguindo. O desaparecimento da jovem foi registrado após sua irmã procurar a polícia informando que Mariana não era vista desde sábado (8), quando havia saído com o ex após um desentendimento entre os dois.

As investigações avançaram rapidamente. No dia seguinte ao registro do desaparecimento, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) conseguiu localizar pistas importantes em uma zona rural no bairro Canta Galo. Inicialmente, os policiais encontraram as botas e o celular da vítima às margens do rio Una, nas proximidades do bairro Sete Voltas.

A partir da análise das movimentações e das informações levantadas pelos investigadores, foi constatado que o veículo do suspeito frequentava com frequência a região. Localizado pelos policiais, o homem acabou confessando o crime e revelou onde havia escondido o corpo.

Segundo o relato feito às autoridades, o suspeito levou os policiais até uma fazenda na zona rural, onde afirmou ter enterrado a vítima dentro de uma cacimba. Após uma escavação intensa no local indicado, os policiais civis conseguiram localizar o corpo de Mariana.

O carro utilizado no crime e os objetos da vítima foram apreendidos pela polícia e incorporados às provas do processo. Desde então, o acusado permaneceu preso e à disposição da Justiça, aguardando o julgamento que acontece agora perante o Tribunal do Júri.

O caso se tornou mais um símbolo da violência contra a mulher, especialmente em situações envolvendo término de relacionamento e descumprimento de medidas protetivas. O julgamento deve definir o destino do acusado e trazer um desfecho judicial para um crime que deixou familiares e a comunidade profundamente abalados.

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