Idoso de 70 anos é preso após perseguir ex-companheira em Volta Redonda e caso é registrado na Delegacia da Mulher
Um homem de 70 anos foi preso suspeito de perseguir a ex-companheira no bairro Vila Brasília, em Volta Redonda, no Sul Fluminense. A ocorrência mobilizou a Polícia Militar após a vítima, uma mulher de 56 anos, denunciar que vinha sendo seguida e importunada pelo ex-parceiro, situação que teria gerado medo e constrangimento.
Segundo informações apuradas, os policiais foram acionados para verificar a denúncia e se deslocaram até a Rua Guiné, local onde a mulher relatou que estava sendo perseguida pelo suspeito. Ao chegarem ao endereço indicado, os agentes conversaram com a vítima, que confirmou a situação e apontou o ex-companheiro como responsável pelas abordagens insistentes.
Diante da denúncia e das circunstâncias apresentadas, os policiais conduziram o homem e a vítima até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Volta Redonda, unidade responsável por investigar crimes relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher. Na delegacia, o caso foi registrado e o suspeito acabou autuado pelo crime de perseguição.
Após os procedimentos de praxe, o idoso permaneceu preso e ficou à disposição da Justiça, devendo responder pelo crime no âmbito da violência doméstica contra a mulher.
O crime de perseguição, conhecido popularmente como “stalking”, passou a integrar o Código Penal brasileiro em 2021. A lei criminaliza condutas reiteradas de perseguição que causem medo ou ameacem a liberdade e a privacidade da vítima. A pena prevista para esse tipo de crime varia de seis meses a dois anos de prisão, podendo chegar a até três anos quando existem agravantes, como nos casos envolvendo mulheres no contexto de violência doméstica.
Casos dessa natureza têm sido cada vez mais registrados pelas autoridades, especialmente quando a perseguição ocorre após o término de relacionamentos. Em muitas situações, a insistência em contatos, abordagens ou vigilância da rotina da vítima acaba configurando ameaça à integridade psicológica e à liberdade pessoal, o que levou à criação de legislação específica para coibir esse tipo de comportamento.
A Polícia Civil reforça que vítimas de perseguição ou qualquer forma de violência doméstica podem procurar a Delegacia da Mulher ou acionar a Polícia Militar para registrar ocorrência e buscar medidas de proteção previstas na lei.


