Sexta-feira, Março 6, 2026
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Polícia Civil descobre novo galpão de “cogumelo mágico” em Ubatuba e operação revela esquema maior de produção

A Polícia Civil de Ubatuba realizou uma nova etapa da Operação Delirium Tremens e descobriu um galpão utilizado para o cultivo de cogumelos alucinógenos do tipo Psilocybe cubensis, popularmente conhecidos como “cogumelos mágicos”. A ação ocorreu na terça-feira (4), no bairro Parque dos Ministérios, e revelou que o esquema investigado pode ser maior do que o inicialmente identificado.

No imóvel, os policiais encontraram uma estrutura de cultivo considerada mais ampla do que a localizada na primeira fase da operação. Apesar da dimensão do galpão e dos indícios de que o local funcionava como centro de produção e armazenamento da droga, ninguém foi preso durante a ação.

Segundo a Polícia Civil, os investigadores localizaram evidências de que o grupo investigado estaria ampliando a produção. Entre os elementos encontrados no local estavam estruturas de estufa e materiais utilizados no cultivo controlado dos cogumelos, além de sinais de que uma nova estufa, ainda maior, estava em construção, indicando a expansão do esquema.

A descoberta é um desdobramento da primeira fase da Operação Delirium Tremens, realizada na terça-feira (25) da semana anterior. Na ocasião, um homem de 29 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas após a polícia localizar um cultivo semelhante de cogumelos alucinógenos na cidade.

Durante a primeira ação, os agentes apreenderam materiais utilizados no plantio e cultivo do fungo, além de indícios de que a produção era preparada para distribuição. A partir das informações obtidas naquela ocorrência, os investigadores passaram a rastrear outros locais possivelmente ligados ao esquema, o que levou à descoberta do galpão maior nesta nova etapa da operação.

De acordo com a Polícia Civil, há suspeita de que os cogumelos produzidos eram comercializados para diferentes regiões do Brasil, principalmente por meio das redes sociais, o que ampliaria o alcance da distribuição da droga.

Agora, as investigações seguem para identificar os responsáveis pelo imóvel utilizado como galpão de cultivo, esclarecer quem alugou ou disponibilizou o espaço e mapear a cadeia de pessoas envolvidas na produção, armazenamento e distribuição do entorpecente.

A operação continua em andamento e novas diligências podem ser realizadas nos próximos dias para aprofundar a apuração e identificar todos os integrantes do esquema investigado no litoral norte paulista.

Foto: Francisco Trevisan

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