Sexta-feira, Março 6, 2026
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E se fosse o contrário? Caso do “puxão de orelha” na Câmara de Lorena gera questionamentos sobre a atitude

foto: charge / humor

O episódio envolvendo o famoso “puxão de orelha” ocorrido após a sessão da Câmara Municipal de Lorena, na segunda-feira, dia 2, continua dando o que falar e, pelo jeito, também o que pensar. A cena que circulou nas redes sociais mostra a vereadora Rita Marton (PL) puxando a orelha do vereador Mauro Fradique (MDB) durante uma discussão após o encerramento da sessão legislativa. O gesto, que mais pareceu bronca de professora em aluno bagunceiro, acabou virando assunto sério: gerou denúncia formal e foi encaminhado para análise da Comissão de Ética da Câmara.

O problema é que, quando o vídeo caiu na internet, o assunto não parou no puxão. Rapidamente surgiram perguntas, comentários e até comparações nas rodas de conversa da cidade e nas redes sociais. A principal delas: e se fosse o contrário?

Se um vereador tivesse puxado a orelha de uma vereadora, ainda mais sendo uma mulher idosa, é bem provável que o barulho político fosse ainda maior. Alguns dizem que a repercussão seria um verdadeiro “estouro de tímpano” no debate público. Esse questionamento passou a circular com força entre moradores e observadores da política local.

Para muita gente, independentemente de quem puxou a orelha de quem, o gesto não combina muito com o ambiente institucional do Legislativo. Câmara Municipal é lugar de debate político, confronto de ideias e divergências, mas, de preferência, sem aula prática de anatomia auricular.

A própria vereadora Rita Marton se manifestou após o episódio, afirmando que estava emocionalmente abalada no momento da discussão e pedindo desculpas publicamente ao vereador Mauro Fradique. Em outras palavras, reconheceu que o clima esquentou e a conversa acabou saindo um pouco… do ouvido para a mão.

Já o vereador Mauro Fradique afirmou que interpretou o gesto como agressão e decidiu formalizar a denúncia. Segundo ele, dentro do parlamento devem prevalecer o diálogo e o respeito, mesmo quando a discussão esquenta e alguém parece precisar de um “puxão de consciência”, mas nunca literalmente.

Agora caberá à Comissão de Ética ouvir os envolvidos, analisar o episódio e decidir se houve quebra de decoro parlamentar e quais medidas poderão ser adotadas. Até lá, o caso segue repercutindo na política lorenense, provando que, às vezes, um pequeno puxão pode gerar um grande barulho, principalmente quando acontece dentro de uma Câmara Municipal.

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