QUASE CINCO ANOS DE FUGA TERMINAM NA CADEIA: ACUSADO DE MATAR COMERCIANTE EM ANGRA É PRESO NO INTERIOR DE SÃO PAULO
Depois de praticamente cinco anos fugindo da Justiça, o cerco finalmente se fechou. O acusado de feminicídio Alessandro de Jesus Guerreiro, de 38 anos, apontado como responsável pela morte da comerciante Zenilda Ferreira dos Santos, de 59 anos, foi localizado e preso no interior de São Paulo, onde estava escondido desde o crime que chocou Angra dos Reis em 2020.
Zenilda, conhecida por todos como “Zena”, foi encontrada morta dentro de seu próprio bar, que também funcionava como residência, na Rua Francisco Magalhães de Castro, no Parque Mambucaba. A descoberta ocorreu após familiares estranharem o desaparecimento da comerciante por dois dias e acionarem a Polícia Militar para arrombar o imóvel.
Ao entrarem no local, os policiais encontraram Zena caída no chão do bar, já sem vida. As investigações apontaram que ela havia sido assassinada dois dias antes, no dia 17 de maio de 2020, com três perfurações profundas no pescoço provocadas por uma faca de mesa.
O crime provocou forte comoção e revolta em Angra dos Reis. A comerciante era bastante conhecida na região e sua morte repercutiu intensamente nas redes sociais, gerando indignação entre moradores e frequentadores do bairro.
Logo após o assassinato, o principal suspeito desapareceu. Alessandro morava na Vila Histórica de Mambucaba, a poucos quilômetros do local do crime, e nunca mais foi visto na região. Desde então, passou a ser considerado foragido da Justiça, iniciando uma longa caçada policial que se arrastou por quase meia década.
As suspeitas contra ele também foram reforçadas por histórico de violência. Segundo informações apuradas na época, Alessandro já tinha antecedentes envolvendo violência doméstica e ameaça contra outra mulher, além de já ter sido vítima de uma tentativa de homicídio.
Uma fonte chegou a relatar à reportagem que, em um episódio anterior de agressão, ele teria arrancado um dos implantes mamários de uma ex-namorada durante uma briga. A mulher seria proprietária de uma pousada na Praia Vermelha, também na região de Mambucaba, e assim como Zena, seria mais velha do que ele.
A captura do acusado encerra quase cinco anos de buscas conduzidas pela Polícia Civil. Após a conclusão do inquérito, Alessandro foi formalmente indiciado pela 166ª Delegacia de Polícia de Angra dos Reis, com o caso sendo encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
A prisão aconteceu no interior paulista e mobilizou rapidamente autoridades do Rio de Janeiro. Assim que a captura foi comunicada, a Delegacia de Angra e o Ministério Público atuaram de forma imediata para garantir que o acusado não fosse colocado em liberdade.
No dia 25 de fevereiro, quando a prisão foi informada às autoridades fluminenses, a Vara Criminal de Angra dos Reis expediu um novo mandado de prisão preventiva já na tarde do dia seguinte, 26 de fevereiro. A ordem judicial foi prontamente cumprida no presídio onde Alessandro se encontra detido.
Agora, após quase cinco anos longe do alcance da Justiça, o acusado aguarda transferência para o estado do Rio de Janeiro, onde responderá pelo crime de feminicídio perante o Tribunal do Júri.
A prisão marca um novo capítulo em um caso que deixou marcas profundas na memória dos moradores do Parque Mambucaba e que, por quase meia década, simbolizou a dor e a espera por justiça pela morte de Zena.


