Sexta-feira, Março 6, 2026
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Padre Márlon Múcio volta a ser hospitalizado no Vale do Paraíba; religioso já passou por mais de 20 internações em um único ano

O padre Márlon Múcio, morador de Taubaté, no interior de São Paulo, voltou a ser internado em um hospital de São José dos Campos e encontra-se sedado. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (4) pela equipe do religioso por meio das redes sociais, acompanhada de um pedido de orações pela recuperação do sacerdote.

Conhecido por sua atuação religiosa e pela luta em defesa das pessoas com doenças raras, o padre enfrenta há anos uma condição chamada Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), uma doença rara que afeta o sistema nervoso e pode provocar perda de audição, fraqueza muscular e dificuldades respiratórias.

Na nota divulgada, a equipe destacou o momento delicado de saúde do religioso e convocou os fiéis a se unirem em oração. “Nosso querido Padre Márlon, tão amado por todos, encontra-se hospitalizado e sedado neste momento. Ele, que sempre foi instrumento da graça de Deus em nossas vidas, agora precisa sentir a força da nossa fé”, afirma o comunicado, que também reforça a importância da corrente de oração. “A oração move o Céu”.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o que motivou a nova internação.

O histórico recente de saúde do sacerdote tem sido marcado por diversos episódios de internação. Apenas em 2025, segundo relatos do próprio padre em suas redes sociais, ele passou por 21 atendimentos e internações hospitalares, sendo oito delas em unidades de terapia intensiva (UTI). Em dezembro do ano passado, Márlon também precisou ser internado após sentir fortes dores, levantando suspeita inicial de infarto, situação que mobilizou fiéis e seguidores.

Padre Márlon foi diagnosticado com a Deficiência do Transportador de Riboflavina aos 45 anos de idade, embora os primeiros sinais da doença tenham surgido ainda na infância, quando perdeu a audição aos sete anos. Desde então, enfrenta uma rotina rigorosa de tratamento, que inclui o uso diário de cerca de 315 comprimidos e o auxílio de um respirador contínuo desde 2010.

Mesmo diante das limitações impostas pela doença, o sacerdote se tornou referência nacional na defesa das pessoas que convivem com doenças raras. Ele fundou a Comunidade Missão Sede Santos e também criou, em Taubaté, um hospital voltado ao atendimento de pacientes com esse tipo de enfermidade.

Autor de 45 livros, padre Márlon também reúne aproximadamente 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais e teve sua trajetória retratada no filme “Milagre Vivo”, que narra sua luta pela vida e pela conscientização sobre doenças raras.

De acordo com o Ministério da Saúde, uma doença é considerada rara quando atinge menos de uma pessoa a cada dois mil habitantes. No Brasil, estima-se que cerca de 13 milhões de pessoas convivam com algum tipo de doença rara, muitas vezes enfrentando longos caminhos até o diagnóstico e tratamento adequado.

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